Logo R7.com
RecordPlus

Pyongyang aumenta com silêncio dúvidas sobre expurgo de tio de Kim Jong-un

Internacional|Do R7

  • Google News

Seul, 4 dez (EFE).- A imprensa da Coreia do Norte não se pronunciou nesta quarta-feira sobre a suposta destituição de Jang Song-thaek, o influente tio do líder Kim Jong-un, o que aumentou a incerteza sobre a veracidade da informação revelada ontem pelo serviço de inteligência de Seul. "Permanece pendente a confirmação" sobre a caída em desgraça de Jang, o que já ocorreu anos atrás sob a liderança de seu cunhado Kim Jong-il, afirmou à Agência Efe o pesquisador Philo Kim, do Instituto de Estudos para a Paz e a Unificação da Universidade Nacional de Seul. Além disso, quando a Coreia do Norte destitui algum alto cargo do governo "costuma publicar o ato na imprensa oficial do regime", disse à Efe o analista político sul-coreano Shim Jae-hoon, que reconheceu "não ter certeza" de que Jang tenha sido efetivamente cassado. Os principais meios de comunicação norte-coreanos, como a agência estatal "KCNA" e o jornal "Rodong Sinmun", que atuam como porta-vozes do regime, não fizeram hoje nenhuma menção à suposta destituição do tio do líder. No entanto, o analista afirmou que o serviço de inteligência sul-coreano são confiáveis e dão credibilidade à notícia. O serviço de inteligência sul-coreano (NIS) anunciou ontem que Jang Song-thaek, vice-presidente da poderosa Comissão Nacional de Defesa do Partido dos Trabalhadores, tinha sido destituído de suas funções e dois de seus assessores próximos executados em público. O governo de Seul, por sua parte, disse confiar na hipótese do NIS e durante um discurso no Parlamento, o ministro da Unificação, Ryu Kihl-jae, afirmou que uma possível luta de poder pode ser o motivo do líder norte-coreano. No entanto, o extremo hermetismo da Coreia do Norte, que restringe ao máximo a informação sobre o que ocorre dentro do regime, torna impossível confirmar a veracidade dos fatos. Jang Song-thaek já tinha desaparecido da vida pública durante três anos, de 2003 a 2006, o que os especialistas atribuem a um expurgo do falecido líder Kim Jong-il. Jang, marido da irmã de Kim Jong-il, foi um dos confidentes mais próximos do "querido líder" e, após sua morte em dezembro de 2011, ajudou o filho e seu sucessor, Kim Jong-un, a assumir o poder do regime mais militarizado e hermético do mundo. EFE aaf/dk

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.