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Pyongyang descarta o diálogo se Seul persistir com "atos hostis"

Internacional|Do R7

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Seul, 18 abr (EFE).- A Coreia do Norte assegurou nesta quinta-feira (horário local) que "não haverá diálogo nem melhora das relações" com a Coreia do Sul se Seul "persistir com seus atos hostis", o que representa uma nova rejeição de Pyongyang à oferta de negociação apresentada pelo país vizinho a fim de desativar a tensão. "Se realmente (a Coreia do Sul) tinha uma verdadeira vontade de dialogar, deveria ter detido todos os atos que ferem a dignidade" da Coreia do Norte, indicou em comunicado a agência estatal "KCNA". Os "atos hostis" aos quais o regime de Pyongyang se refere são o apoio sul-coreano às sanções da ONU à Coreia do Norte, as manobras militares de Seul e Washington na região e a recente queima de fotos de líderes norte-coreanos em uma manifestação na Coreia do Sul. Além disso, Pyongyang criticou a presidente sul-coreana, Park Geun-hye, por ter "ferido gravemente a dignidade da Coreia do Norte" ao afirmar na quarta-feira que é necessário acabar com a estratégia norte-coreana de provocar uma crise com suas declarações para depois obter mais assistência nas negociações. "Todos esses fatos demonstram que as autoridades sul-coreanas se viram obrigadas a propor o diálogo sob a pressão da opinião pública", concluiu o comunicado. Tanto a Coreia do Sul como os EUA manifestaram a vontade de dialogar para solucionar a crise vivida na península coreana desde que, no início de março, Pyongyang iniciou uma longa campanha de ameaças. Por enquanto, a Coreia do Norte rejeitou o diálogo com os dois países, embora com os EUA o regime tenha deixado uma porta aberta caso as condições prévias para sentar-se à mesa de negociações mudem no futuro. Seul e Washington realizam até o fim deste mês exercícios militares em território sul-coreano, nos quais os EUA incluíram desta vez navios e aeronaves com capacidade nuclear, o que foi duramente condenado por Pyongyang, que os considera um teste para invadir o país. EFE aaf/pa

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