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Pyongyang diz que anulou viagem de enviado dos EUA por provocação militar

Internacional|Do R7

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Seul, 1 set (EFE).- A Coreia do Norte cancelou a viagem de um enviado dos Estados Unidos a Pyongyang para tentar a libertação do americano Kenneth Bae devido às ultimas "provocações militares" de Washington, segundo comunicado de Pyongyang publicado neste domingo (data local) pela agência estatal "KCNA". O regime comunista assegurou que tinha convidado o embaixador dos Estados Unidos em matéria de Direitos Humanos na Coreia do Norte, Robert King, para resolver questões humanitárias, mas que Washington "arruinou" a atmosfera de diálogo com seus últimos exercícios militares na Península da Coreia. King tinha previsto chegar a Pyongyang na sexta-feira para uma visita de dois dias com o objetivo de que a Coreia do Norte perdoasse Bae, preso desde novembro de 2012, e lhe concedesse uma anistia especial por razões humanitárias. "A presença de bombardeiros estratégicos no céu da Península de Coreia é a mais descarada chantagem nuclear e uma ameaça militar contra nós" afirmou o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano em comunicado divulgado no site da agência "KCNA". Os exércitos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos encerraram na última sexta-feira os exercícios anuais, "Ulchi Freedom Guardian", em território sul-coreano que mobilizaram 80 mil soldados dos dois países durante 12 dias. A Coreia do Norte, que protesta todos os anos contra esses exercícios por considerar que eles são um ensaio para uma invasão, denunciou que nesta ocasião o exercito americano mobilizou bombardeiros estratégicos B52 com capacidade para ogivas nucleares. Na sexta-feira passada, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que o governo de Pyongyang tinha anulado o convite ao seu enviado em Pyongyang para tentar a libertação de Kenneth Bae, preso desde o ano passado pelo regime de Kim Jong-un. As autoridades de Washington, que se declararam "surpreendidas e decepcionadas" com a decisão, afirmaram que solicitaram um esclarecimento da Coreia do Norte. Neste sentido, o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano disse em seu comunicado que explicou claramente aos Estados Unidos a razão do cancelamento da viagem de King, mas que os funcionários americanos estavam "mal informados" sobre suas intenções. O americano Kenneth Bae, também conhecido por seu nome coreano Bae Joon-ho, foi detido em novembro de 2012 e condenado pela Corte Suprema norte-coreana a 15 anos de trabalhos forçados por violar o artigo 60 da Constituição do país, o que significa cometer um crime com o objetivo "de derrubar o regime". Apesar de o crime nunca ter sido especificado pelo regime, se sabe que Bae, que trabalhava como operador turístico em uma cidade fronteiriça com a China e fazia trabalhos como missionário cristão, entrou na zona econômica especial norte-coreana de Rason (nordeste) junto com cinco turistas em novembro de 2012. O jornal editado no Japão e pró-Coreia do Norte, "Choson Sinbo", publicou em julho uma extensa entrevista com Bae, de 45 anos, na qual o preso falava sobre sua debilitada saúde. EFE co-raa/rpr

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