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Quase 430 mil cubanos já trabalham no setor privado, diz o governo

Internacional|Do R7

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Havana, 7 jul (EFE).- Quase 430 mil cubanos trabalham no setor privado que surgiu na ilha com as reformas econômicas do presidente Raúl Castro, segundo dados divulgados por seu governo perante a Assembleia Nacional do país, que realiza neste domingo a segunda sessão de seu primeiro plenário anual. Marino Murillo, um dos vice-presidentes do governo e chefe da comissão para a implantação das reformas econômicas, disse que a ilha já conta com 429 mil trabalhadores não estatais, quase o triplo dos 157 mil que havia antes do plano para "atualizar" a economia socialista do país, informou a agência oficial "Prensa Latina". Murillo, considerado o "czar" das reformas econômicas de Cuba, compareceu hoje ao Parlamento para expor a evolução desse plano de ajustes que significou, entre outras coisas, uma controlada e limitada abertura à iniciativa privada na ilha comunista. O vice-presidente quis deixar claro que a "atualização" cubana não significará uma mudança na estrutura da propriedade e precisou que o que está sendo transformado é a forma de tramitá-la. "Em Cuba existe e existirá propriedade social sobre os meios essenciais de produção", enfatizou Murillo, que reiterou que o planejamento "é o principal instrumento de direção" da economia da ilha", segundo declarações divulgadas pela TV estatal. Admitiu, no entanto, que também deve haver espaços para o mercado pelo setor não estatal ter se ampliado. "Se o senhor reconhecer fórmulas não estatais, isso implica em um espaço na redistribuição pela via do mercado, mas o planejamento continua sendo o método fundamental", disse. Na "atualização" do modelo cubano, a empresa estatal socialista continua sendo a principal forma da economia, mas precisa ser eficiente, por isso serão feitos experimentos de gestão para eliminar "obstáculos" que reduzem a produtividade. Por exemplo, as empresas estatais que apresentarem perdas por mais de dois anos se extinguirão, fundirão ou transformarão em outras formas de gestão. O plano do governo para 2014 prevê medidas para que o sistema empresarial estatal se capitalize por si, de modo que essas sociedades não precisarão fornecer os fundos de amortização ao Estado, como ocorria até agora. Murillo anunciou também perante a Assembleia Nacional (Parlamento unicameral) que Cuba reestruturará o financiamento da dívida pública para controlar a emissão de moeda. Concretamente, 49% desse déficit serão cobertos mediante crédito bancário, e o restante ficará com a emissão primária de dinheiro. "Isso aperfeiçoa as políticas monetárias da nação", concluiu o funcionário citado pela "Prensa Latina". O presidente Raúl Castro também irá hoje ao plenário da Assembleia Nacional, que começou ontem suas sessões para analisar o desempenho da economia, entre outros assuntos. A imprensa estrangeira credenciada em Cuba não tem acesso ao plenário parlamentar, que está previsto que se encerrará neste domingo com um discurso do general Castro. EFE sam/tr (foto)

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