Quase metade dos presos de Guantánamo está em greve de fome
Entre os grevistas, 17 estavam sendo alimentados à força por meio de sondas
Internacional|Do R7
Um total de 77 presos dos 166 do centro de detenção de Guantánamo, situado na ilha de Cuba, se encontra em greve de fome, um aumento de 25 detidos em relação a quarta-feira (17), anunciou neste sábado (20) um porta-voz da prisão militar.
Entre os grevistas, 17 estavam sendo alimentados à força por meio de sondas conectadas ao esôfago, segundo o tenente coronel Samuel House. Deste grupo, cinco estão hospitalizados, mas "nenhum corre riscos no momento".
Segundo informaram os advogados dos réus, uma centena dos detidos mais conciliadores participa deste protesto, iniciado no dia 6 de fevereiro quando os prisioneiros consideraram uma profanação religiosa que os guardas militares examinassem seus exemplares do Corán.
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Os detidos também denunciam sua prisão ilimitada há 11 anos, sem acusação nem processo.
O porta-voz das autoridades militares da prisão norte-americana, o capitão Robert Durand, afirmou na quarta-feira (17) que foi colocado em prática um "novo procedimento" para alertar aos advogados dos detidos através do Departamento de Justiça quando for necessária a alimentação dos presos por meio de tubos.
Um relatório independente elaborado pela organização Constitution Project condenou a "alimentação forçada" dos detidos em Guantánamo, considerando que trata-se de "uma forma de abuso a que se deve por fim".
No dia 13 de abril, cerca de 60 detidos foram transferidos das celas comuns do Campo 6 a celas individuais, após a intervenção dos guardas militares que reprimiram com munição não letal uma revolta interna.











