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Quem é o americano enviado a hospital psiquiátrico na Rússia por agressão contra policial

Joseph Tater, de 46 anos, foi detido em agosto de 2024; ele diz que é rastreado pela CIA, a agência de espionagem dos EUA

Internacional|Do R7

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Joseph Tater, de 46 anos, foi internado em hospital psiquiátrico na Rússia após agressão contra policial Reprodução/X/@tassagency_en

Um tribunal de Moscou, na Rússia, decidiu na segunda-feira (14) que o norte-americano Joseph Tater, de 46 anos, será internado em um hospital psiquiátrico para tratamento compulsório. Ele foi acusado de agredir uma policial em agosto de 2024.

A decisão, baseada em avaliações médicas que apontaram transtornos mentais, foi anunciada após uma audiência a portas fechadas no Tribunal Meshchansky, segundo informações da agência de notícias AFP e da estatal russa TASS.

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De acordo com a juíza Oksana Goryunova, Tater foi considerado mentalmente incapaz no momento do crime, o que levou à suspensão de punições criminais e à ordem de internação em uma unidade psiquiátrica com supervisão intensiva.

A advogada de Tater, Polina Vlasyuk, disse que apelará da decisão, insistindo que seu cliente é mentalmente são e que as acusações deveriam ser retiradas. “O tribunal decidiu liberar nosso cliente de novas punições, mas determinou medidas médicas coercitivas”, declarou à TASS.

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O caso começou em 12 de agosto de 2024, quando Tater chegou ao Hotel Radisson, em Moscou, e se envolveu em um desentendimento com funcionários após se recusar a fornecer informações sobre sua residência anterior. A polícia foi chamada, e ele foi detido.

Na delegacia, Tater teria agarrado com força o braço de uma policial, o que levou à abertura de um processo criminal por agressão a uma autoridade, crime que pode render até cinco anos de prisão na Rússia. Antes disso, ele já havia sido condenado a 15 dias de prisão por vandalismo de menor gravidade.

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Avaliações psiquiátricas realizadas no Centro Nacional de Pesquisa Médica VP Serbsky, em Moscou, diagnosticaram Tater com um transtorno mental, apontando comportamentos como “tensão, impulsividade e ideias delirantes”, incluindo sensação de perseguição.

Durante uma audiência no ano passado, Tater chegou a afirmar que rejeitava sua cidadania americana e que estava sendo rastreado pela CIA, a agência de espionagem dos Estados Unidos, segundo a AFP.

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A defesa destacou que Tater tem dois filhos dependentes nos Estados Unidos, nascidos em 2009 e 2013, e questionou a necessidade de internação. Apesar disso, ele será transferido em breve para a unidade psiquiátrica, onde já esteve antes do julgamento.

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