Quênia: 30 continuam reféns e forças de Israel entram em shopping
Mais de 50 morreram e quase 200 ficaram feridos em ataque que dura mais de 24 horas
Internacional|Do R7, com agências internacionais

Mais de 24 horas após o início dos ataques dentro de um shopping luxuoso em Nairóbi, no Quênia, cerca de 30 pessoas ainda continuam sendo feitas reféns por um grupo de homens armados, de acordo com autoridades locais. Mais de 59 pessoas já morreram e quase 200 ficam feridas. Neste domingo (22), o Exército do país conta com a ajuda de forças especiais israelenses, que entraram no estabelecimento para ajudar nos resgates.
O porta-voz da Presidência, Manoá Esipisu, disse que de 10 a 15 suspeitos estão envolvidos nos ataques.
— Nós sabemos que eles já estão isolados em algum lugar dentro do edifício.
O grupo militante islâmico Al Shabab, da Somália, assumiu a responsabilidade pelo ataque. O grupo, que tem ligações com a rede Al Qaeda, vem promovendo ataques contra o Quênia desde 2011, quando tropas quenianas entraram no sul da Somália para combater os militantes do grupo.
Sobe para 59 o número de mortos em ataque no Quênia
Entre os mortos, está o poeta ganês Kofi Awoonor. Ele era uma figura destacada da vida cultural de seu país, onde dirigia uma produtora de filmes que rodou uma obra baseada em sua vida. Awoonor foi exilado pouco depois que o presidente ganês Kwame Nkrumah foi derrubado por meio de um golpe de Estado em 1966.
Ataque
O ataque começou por volta das 13h (7h de Brasília) de sábado, quando uma dezena de membros da Al Shabab entrou no centro comercial, jogou uma granada no interior e começou a atirar contra os vários compradores que estavam no local.











