Logo R7.com
RecordPlus

Quênia diz ter "derrotado" invasores de shopping; 5 são mortos e 11 detidos

Internacional|Do R7

  • Google News

NAIRÓBI, 24 Set (Reuters) - O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, disse nesta terça-feira que suas forças derrotaram os militantes islâmicos do grupo somali Al Shabaab, mataram cinco deles e detiveram outros 11 suspeitos de assassinar 67 pessoas após atacarem um shopping de Nairóbi e se refugiarem no local por quatro dias.

Não ficou claro após a declaração de Kenyatta à nação, transmitida pela TV, se a operação de segurança no shopping Westgate foi completamente encerrada, ou se ainda havia militantes foragidos ou reféns desaparecidos.


"Nós envergonhamos e derrotamos os agressores", disse Kenyatta, acrescentando que corpos ainda estavam presos sob os escombros após o desmoronamento de parte do edifício no fim da operação. "Como nação, nossa cabeça está sangrando, mas não tombada."

Sessenta e um civis e seis agentes de segurança tiveram as mortes confirmadas nos quatro dias de derramamento de sangue, disse Kenyatta. Cinco dos agressores foram mortos e 11 suspeitos estavam sob custódia. "O Quênia encarou o mal e venceu", declarou.


O presidente acrescentou que não poderia confirmar os relatórios de inteligência de que uma mulher britânica e dois ou três norte-americanos estariam envolvidos. Cientistas forenses estavam envolvidos na tentativa de identificar as nacionalidades dos "terroristas", segundo ele.

"No fim da operação, três andares do shopping Westgate desabaram e há vários corpos presos nos escombros, incluindo de terroristas", acrescentou o presidente.


"Esses covardes irão à Justiça, assim como seus cúmplices e patronos, onde quer que estejam", disse ele, que agradeceu a outros líderes pelo apoio e aproveitou o seu discurso para elogiar a resposta do povo queniano e pedir unidade nacional, seis meses depois que sua eleição foi marcada por tensões étnicas.

Tiros esporádicos e uma explosão marcaram o quarto dia de impasse no shopping, invadido no sábado na hora do almoço, um período de grande movimento.


Helicópteros sobrevoaram o shopping, que é muito frequentado por estrangeiros e por quenianos ricos. O Al Shabaab, ligado à Al Qaeda, diz ter cometido o ataque para forçar o governo queniano a retirar suas forças militares da Somália, onde participam do combate ao grupo islâmico. O presidente do Quênia prometeu não fazer concessões.

O ataque ocorre no momento em que vários grupos islâmicos violentos, em diversos países da África, atacam alvos governamentais e interesses internacionais, aproveitando-se de insatisfações locais, mas sempre partilhando um ideal anticristão e antiocidental.

(Reportagem de Richard Lough e James Macharia)

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.