Quênia envia tropas para retirar 1.600 quenianos do Sudão do Sul
Internacional|Do R7
Nairóbi, 21 dez (EFE).- O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, ordenou neste sábado às Forças de Defesa nacionais iniciarem a retirada de 1.600 quenianos presos no Sudão do Sul, informou o porta-voz da presidência, Manoah Esipisu. Os quenianos se encontram principalmente na cidade de Bor, capital do estado de Jonglei, palco desde ontem de combates entre o exército e os dissidentes. Também há cidadãos nas cidades de Rumbek, Ayod e Panyabol, de onde serão transferidos em aviões, precisou Esipisu em comunicado. Kenyatta, que também é comandante-em-Chefe das Forças de Defesa do Quênia (KDF), ordenou, ainda, a distribuição de comida, água e remédios ao país vizinho, com o qual faz fronteira, e a distribuição dessa ajuda de emergência começou nesta manhã. "Seguimos comprometidos com o governo do Sudão do Sul, como qualquer bom vizinho faria e esperamos que se restabeleça a normalidade logo que for possível", afirma o texto. O Quênia, principal potência do Leste da África, responde assim aos "graves desafios que ameaçam o estado mais jovem da África", que considera um parceiro "estável" no projeto comum de melhorar a infraestrutura da região. Uma delegação da organização regional Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad, na sigla em inglês) está intermediando no conflito, que desde domingo passado deixou centenas de mortos. Fazem parte da missão autoridades de Etiópia, Quênia, Uganda, Sudão, Somália e Djibuti, que já começaram a mediação entre as partes envolvidas, asseguraram desde a Presidência queniana. Sudão do Sul se tornou independente do Sudão em julho de 2011, mas desde então reinou a instabilidade e as rivalidades internas, que desembocaram esta semana na tentativa de golpe de Estado. EFE dgp/tr













