Quênia: Sequestradores de médicos cubanos pedem recompensa
Supostos integrantes de grupo jihadista capturaram médicos há quatro dias e solicitaram US$ 1,5 milhão de anciãos para libertação dos presos
Internacional|Da EFE

Supostos integrantes do grupo jihadista Al Shabaab, acusados do sequestro de dois médicos cubanos em 12 de abril na cidade de Mandera, no Quênia, querem o pagamento de quase US$ 1,5 milhão de resgate, informaram nesta quinta-feira (16) anciãos envolvidos nas negociações.
O pedido foi anunciado por vários anciãos de Mandera e de Beled Hawo, na Somália, que foram à remota região de Jubalândia, controlada pelo Al Shabab.
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Lá, entre os povoados somalis de Buaale e El Adde, segundo a imprensa local, estão os dois médicos, vivos e trabalhando com a população.
Na sociedade somali, os anciãos são muito respeitados e encarregados de interceder para resolver problemas complexos dentro e entre as comunidades.
"Não vão libertá-los a menos que seja paga uma recompensa, essa é a verdade. E aí é que os anciãos entram em jogo", disse à Agência Efe o analista Abdullahi Abdille, da organização International Crisis Group (ICG), Abdullahi Abdille.
No entanto, o governo do Quênia tem se mostrado contrário a qualquer pagamento que possa fomentar novos sequestros.
O cirurgião Landy Rodríguez e o médico generalista Assel Herrera iam para o Hospital de Mandera com escolta quando foram abordados por homens armados, que mataram um policial.












