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'Querem dividir Reino Unido', diz Boris Johnson, pedindo resistência

'Devemos defender a união do país', declarou Boris Johnson na Câmara dos Comuns após declarações do governo da Escócia sobre independência

Internacional|Da EFE

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Boris Johnson na primeira sessão do Parlamento após eleição no Reino Unido
Boris Johnson na primeira sessão do Parlamento após eleição no Reino Unido

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, defendeu nesta terça-feira (17) a necessidade de resistir às tentativas do que ele considera ser uma tentativa de dividir o Reino Unido, depois que a ministra-chefe da Escócia, Nicola Sturgeon, ter antecipado que pedirá a Londres um novo referendo sobre a independência.

"Precisamos resistir às convocações daqueles que dividiriam o Reino Unido. Como Parlamento, devemos, educada e respeitosamente, defender a associação e a união do país", declarou Johnson em seu primeiro discurso na Câmara dos Comuns após as eleições gerais, nas quais obteve a maioria absoluta.


Premiê da Escócia pedirá novo referendo

A líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP), que nas últimas eleições ganhou 47 dos 59 lugares reservados à Escócia no Parlamento britânico, adiantou hoje que no final desta semana pedirá formalmente ao Governo de Londres uma nova votação.


Na última sexta-feira, depois de conhecidos os resultados das eleições, Johnson falou com Sturgeon por telefone. Na conversa, sublinhou a sua oposição à realização de uma segunda consulta na Escócia, depois que em 2014 a opção de permanecer no Reino Unido foi a escolhida, com 55% dos votos.

De acordo com um porta-voz de Downing Street, escritório oficial de Johnson, o chefe de governo transmitiu à ministro-chefe escocesa seu "compromisso inabalável de fortalecer a união".


Brexit x Independência

Diante dos deputados, o chefe de governo disse hoje que está determinado a fazer tudo o que for possível para dialogar com toda a Câmara, encontrar um terreno comum e curar as divisões no país.

Johnson argumenta que a consulta de 2014 é vinculativa, enquanto Sturgeon considera que a iminente saída do país da União Europeia, o Brexit, alterou as circunstâncias em que o referendo foi realizado.

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