Rasmussen diz que deve opção militar contra regime sírio deve ser mantida
Internacional|Do R7
Londres, 18 set (EFE).- O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse nesta quarta-feira que a opção de uma intervenção militar na Síria "deve seguir sobre a mesa", a fim de pressionar o regime do presidente Bashar al Assad para que cumpra com seu compromisso de entregar suas armas químicas. "Acho que a ameaça crível de uma intervenção militar foi o que deu uma oportunidade à diplomacia e penso que, para manter a força do processo político e diplomático, a opção militar deve seguir sobre a mesa", declarou Ramussen depois de se reunir em Londres com o primeiro-minitro do Reino Unido, David Cameron. Cameron e o secretário-geral da Otan se encontraram na residência oficial do número 10 de Downing Street para tratar sobre o conflito na Síria e a situação do Afeganistão. Após o encontro, Rasmussen cumprimentou o pacto alcançado pela Rússia e Estados Unidos, que fixa um calendário para que Assad entregue seu arsenal químico, mas ressaltou que "o importante agora é assegurar que esse acordo se cumpra em sua totalidade e de forma efetiva". "A esse respeito - afirmou -, é crucial que o Conselho de Segurança das Nações Unidas adote rapidamente uma resolução firme que sirva de marco para a eliminação rápida, segura e verificável de todas as armas químicas na Síria". Rasmussen lembrou que a posse de armamento desse tipo "é um delito" e os responsáveis "devem prestar contas". Se o regime sírio não cumprir com suas obrigações, "necessitaremos de uma resposta internacional firme", advertiu. Frente à afirmação russa de que o ataque químico na Síria de 21 de agosto, que suscitou a atual resposta internacional, pôde ser perpetrado pelas forças rebeldes, o secretário-geral da Otan ressaltou que ele não tem "nenhuma dúvida" de que "o regime sírio é responsável pelo horrendo ataque com armas químicas". EFE jm/ff (foto)














