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Rebeldes houthis confirmam morte de ex-ditador do Iêmen

Líder entrou em em um confronto direto com o grupo houthis

Internacional|Da Ansa

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Ali Abdullah Saleh, ex-presidente do Iêmen
Ali Abdullah Saleh, ex-presidente do Iêmen

Onde está o ex-presidente do Iêmen? A pergunta ecoou durante toda a manhã desta segunda-feira (4), a medida em que notícias contraditórias apareciam na imprensa mundial sobre o paradeiro e o possível assassinato de Ali Abdullah Saleh, de 75 anos.

O ex-ditador anunciou no sábado (2) o rompimento de sua aliança com os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, desencadeando um confronto que já deixou 125 mortes.


Em suporte a Saleh e ao atual governo iemita, a coalizão árabe liderada pelos sauditas - maior inimigo do Irã - bombardeou durante a madrugada postos dos houthis na capital do Iêmen, Sanaa.

A residência de Saleh também foi atingida durante os confrontos dessa noite. Desde então,começaram a surgir boatos sobre onde estaria o ex-presidente e se ele estaria entre as vítimas. O Ministério do Interior do Iêmen, controlado pelos houthis, anunciou a morte do ex-ditador e o chamou de "o líder da traição".


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Horas depois, o partido de Saleh, o Congresso Geral do Povo (CPG), também confirmou à emissora Al Jazeera a morte do político. Ele teria sido morto a tiros, em um confronto ao sul da capital com houthis, enquanto tentava fugir.

A emissora estaval iraniana Al-Alam chegou a exibir a imagem de um corpo que seria o de Saleh. O cadáver aparece sendo carregado em um pano, com ferimentos na cabeça, rodeado por rebeldes.


Saleh foi deposto em 2012, em meio à Primavera Árabe, após ficar 34 anos no poder. Ele anunciara recentemente o fim de sua aliança com os houthis para atuar ao lado da coalizão árabe liderada pelos sauditas.

O Iêmen é o país com a pior crise humanitária da atualidade, de acordo com as Nações Unidas. O conflito armado local já deixou 10 mil mortos e 40 mil feridos nos últimos sete anos.

Meio milhão de menores de 5 anos têm desnutrição grave no Iêmen:

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