Rebeldes islamitas sírios declaram grupo jihadista como "alvo militar"
Internacional|Do R7
Beirute, 17 mai (EFE).- Rebeldes de cinco grupos islamitas declararam neste sábado o radical Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIl) como "alvo militar da revolução", junto com o regime de Bashar al Assad e seus aliados de outros países. Assim estipula o "Contrato perante Alá", que os adversários do EIIL publicaram neste sábado na internet para "unificar esforços e fileiras em um marco comum que sirva aos interesses do povo sírio". O comunicado está assinado pela Frente Islâmica -principal aliança islamita dentro da Síria-, a Brigada al Furqan, o Exército dos Mujahedins (guerreiros santos), a Legião do Levante e a União Islâmica dos Soldados do Levante. Estas facções justificam ter o EIIL como alvo de seus ataques, porque "cometeu agressões contra o povo" sírio. Mesmo assim, no documento em que consta 11 pontos, os signatários insistem que a meta principal da "revolução" é derrubar o regime sírio e levar perante a justiça seus membros, em processos "justos longe da vingança". As facções asseguram também que "as decisões políticas e militares da revolução devem ser só sírias", por isso que rejeitam qualquer ingerência estrangeira. Além disso, os grupos estabelecem que o controle e limite de seu trabalho é dado pela própria religião, neste caso o islã, e sublinham que devem permanecer "longe do fundamentalismo e do radicalismo". Nesse sentido, todos se comprometem a respeitar os direitos humanos, algo que, segundo destacam, sua própria religião fomenta. "A revolução síria se baseia em valores que têm como objetivo conseguir a liberdade, a justiça e a segurança de toda a sociedade síria e seu diverso tecido multiétnico, multirreligioso e social", acrescenta o texto. Desde 3 de janeiro, os grupos que assinaram este comunicado, em colaboração com a Frente al Nusra, filial da Al Qaeda na Síria, lutam contra o EIIL no norte do país porque consideram que cometeu violações contra o povo sírio, como assassinatos e sequestros. O EIIL ordenou a seus combatentes executar qualquer rebelde que se oponha a eles na província nordeste síria de Deir al Zur, informou hoje o Observatório Sírio de Direitos Humanos. Reunidos na Prefeitura de Al Raqqah, cidade controlada pelo EIIL, os "emires" desta organização jihadista na zona tomaram a decisão de matar os milicianos que se encontrem em Deir al Zur, como "células dormentes" de outras facções insurgentes ou a que tenham participado deles. EFE ssa/ff












