Rebeldes sírios garantem que libertação de observadores da ONU é iminente
Internacional|Do R7
Cairo, 9 mar (EFE).- Os 21 observadores filipinos da ONU retidos pela Brigada dos Mártires de Yarmouk na aldeia de Yumla, perto das Colinas do Golã, serão libertados "a qualquer momento", segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). A associação, que citou o porta-voz da brigada rebelde, explicou que as Forças de Paz da ONU estão a caminho de Yumla, e que, quando uma delegação da Cruz Vermelha Internacional chegar à aldeia, os observadores serão entregues. Além disso, o OSDH informou que essa mesma brigada rebelde, junto com outras facções, tomou o controle do quartel militar de Abdin, ao sul de Yumla, após duros combates com as forças do regime. No ataque morreu um número indeterminado de soldados governamentais, enquanto outros foram capturados. Os observadores filipinos foram sequestrados na quarta-feira passada pelos rebeldes e fazem parte da missão da ONU nas Colinas do Golã (UNDOF), que supervisiona o cumprimento do cessar-fogo entre Israel e Síria nessa região, ocupada pelo Estado judeu na Guerra dos Seis Dias, de 1967. Após o sequestro, a UNDOF suspendeu as patrulhas noturnas na área e ordenou a retirada de seus militares em duas zonas especialmente expostas ao fogo cruzado. O Conselho de Segurança da ONU e o secretário-geral deste organismo, Ban Ki-moon, condenaram a retenção dos observadores e exigiram sua libertação "imediata e incondicional". Em uma gravação de vídeo divulgada há dois dias, os observadores apareciam vestidos com uniforme militar no interior de uma casa e um deles, identificado como capitão do batalhão, assegurava que estavam a salvo. EFE er-aj/rsd












