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Rebeldes sírios querem que tropas recuem antes de libertar soldados da ONU

Internacional|Do R7

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Por Dominic Evans

BEIRUTE, 7 Mar (Reuters) - Rebeldes que detêm 21 soldados da ONU perto das Colinas de Golã, no sul da Síria, disseram que as forças do governo devem deixar a área antes de libertar seus "convidados", informou um ativista em contato com os combatentes, nesta quinta-feira.


Rami Abdelrahman, do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, citou um porta-voz da brigada rebelde "Mártires de Yarmouk" dizendo que os soldados das forças de paz estavam sendo mantidos como "convidados" na aldeia de Jamla, a cerca de 1,6 quilômetro de uma linha de cessar-fogo com a região ocupada por Israel das Colinas do Golã.

"Ele disse que eles não serão feridos. Mas os rebeldes querem que o Exército sírio e tanques se retirem da região", afirmou Abdelrahman, após falar com o porta-voz rebelde, na manhã de quinta-feira.


Israel expressou confiança nesta quinta-feira de que a ONU poderia garantir a libertação da soldados de manutenção de paz da ONU detidos pelos rebeldes, sinalizando que não iria interferir na crise.

"Restringir o movimento de soldados de uma força internacional é um evento significativo", disse a autoridade do ministério da Defesa Amos Gilad à Radio Israel. "Pode-se confiar nas Nações Unidas... de que irão persuadí-los (os rebeldes) afinal a libertá-los (soldados)."


Gilad disse que os rebeldes, que buscam apoio internacional, não tinham interesse em "entrar em confronto com a comunidade internacional".

A captura dos soldados da ONU perto de território ocupado por Israel foi mais um sinal de que o conflito da Síria, que chega ao seu segundo aniversário, pode se espalhar para os países vizinhos.


Suspeitos insurgentes sunitas mataram 48 soldados sírios no Iraque, na segunda-feira, e disparos de artilharia através da fronteira a partir da Síria já mataram pessoas no Líbano e na Turquia nos últimos meses.

A ONU diz que cerca de 70.000 pessoas foram mortas dentro da Síria na revolta que começou em março de 2011 com protestos pacíficos, principalmente contra o presidente Bashar al-Assad, e escalou para um conflito cada vez mais sectário.

(Reportagem adicional de Manuel Mogato, em Manila)

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