Rebeldes sírios têm reunião com Conselho de Segurança da ONU
Internacional|Do R7
NAÇÕES UNIDAS, 26 Jul (Reuters) - Líderes rebeldes sírios reuniram-se com o Conselho de Segurança da ONU pela primeira vez nesta sexta-feira para discutir a guerra de mais de dois anos no país, e apelaram à Rússia para acabar com o apoio político e militar ao governo do presidente sírio, Bashar al-Assad.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, formado por 15 membros, vive um impasse sobre a Síria. A Rússia, aliada e fornecedora de armas a Assad, e a China vetaram três ações contra Assad apoiadas pelos outros membros do conselho com poder de veto: Estados Unidos, Grã-Bretanha e França.
"Pedimos a eles (Rússia) que parem de fornecer o apoio político e militar para este regime criminoso continuar seus crimes contra o povo sírio", disse o integrante sênior da Coalizão Nacional Síria, Najib Ghadbian, a repórteres após a reunião.
A delegação da coalizão para a reunião informal, organizada pela Grã-Bretanha, foi liderada pelo líder recém-eleito Ahmed al-Jarba. Na quinta-feira, o grupo se reuniu com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e pediu aos Estados Unidos que armem rapidamente os rebeldes e pressionem com mais força por um acordo político.
O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, descreveu a reunião em Nova York como "útil" e disse que cabe à comunidade internacional juntar ambos os lados para "acabar com essa bobagem de derramamento de sangue sem fim."
Segundo a ONU, mais de 100 mil pessoas morreram desde que a guerra civil na Síria começou, colocando as forças de Assad contra os rebeldes que tentam acabar com o regime de quatro décadas de sua família.
Os Estados Unidos, a Rússia e a ONU ainda estão trabalhando para convocar uma reunião em Genebra entre o governo sírio e os grupos de oposição a fim de tentar mediar um acordo de paz.
Até agora, as tentativas de organizar a chamada conferência de paz "Genebra 2" sobre a Síria para reviver um plano político de transição acordado na cidade suíça em junho de 2012 têm sido em vão. Diplomatas dizem que é cada vez mais improvável que tal reunião aconteça em breve, se ocorrer. Mas Churkin ainda estava otimista.
"É evidente que ainda existem alguns obstáculos a serem superados para a conferência de 'Genebra 2', a ser convocada", disse ele. "Ainda há uma boa chance ... porque a alternativa seria tão horrível, por isso é definitivamente melhor continuar tentando."











