Rede de atentados devolve ameaça da Al Qaeda ao sul do Iêmen
Internacional|Do R7
Sana, 20 set (EFE).- Uma cadeira de atentados supostamente cometidos por grupos vinculados com a rede Al Qaeda causou nesta sexta-feira a morte de pelo menos 31 policiais e militares e devolveu o espectro do terrorismo jihadista ao sul do Iêmen. Segundo o Ministério da Defesa e fontes da segurança iemenita consultadas pela Agência Efe, nos quatro ataques, que ocorreram de maneira consecutiva em diferentes lugares do sudeste iemenita, outros 26 policiais e soldados do Exército ficaram feridos e quatro deles foram sequestrados. Esta onda de ataques, supostamente coordenados, supõem a maior ofensiva do terrorismo jihadista neste ano nesta zona do país árabe, que nos últimos meses tinha conseguido acabar com vários dos redutos da Al Qaeda. No primeiro ataque, pelo menos oito recrutas da polícia morreram depois que uma delegacia foi atacada por supostos membros da Al Qaeda na cidade sudeste de Azan, a 570 quilômetros de Sana, na província de Shabua. Os supostos terroristas atacaram com explosivos os locais policiais de Azan e abriram fogo contra os agentes das forças especiais do Ministério do Interior com armas automáticas. Uma fonte de segurança afirmou que no ataque à delegacia de Azan os agressores sequestraram, além disso, quatro recrutas e roubaram quatro veículos da polícia. Em um segundo atentado, um terrorismo suicida detonou um carro-bomba em uma base militar no distrita meridional de Radum e causou a morte de 16 soldados. Enquanto isso, o Ministério da Defesa informou também dois ataques quase simultâneos contra postos militares na estrada entre as províncias meridionais de Shabua e Hadramut, mas determinar se houve mortos e nem o número dos feridos nos atentados. Uma fonte de segurança revelou à Agência Efe que sete militares perderam a vida nesses dois ataques aos controles militares. Segundo a Defesa, as tropas impediram um atentado suicida com um carro-bomba nessa mesma estrada que une as províncias de Shabua com Hadramut, ao disparar contra o veículo. O terrorista se dirigia a uma fábrica de exportação de gás liquidificado administrada pela transnacional Total no píer de Beljas, próximo a Azan e Radum. A Al Qaeda na Península Arábica, considerada o galho mais ativo da organização, aumentou sua atividade no Iêmen pela instabilidade do país desde janeiro de 2011, quando começaram as revoltas populares contra o então presidente, Ali Abdullah Saleh, que passou o poder ao líder provisório, Abdo Rabu Mansur el Hadi. Neste tempo, houve vários atentados contra responsáveis governamentais e, em 31 de agosto, homens armados dispararam contra o comboio do primeiro-ministro, Mohammed Salem Basandawa, que saiu ileso da agressão. No entanto, uma grande ofensiva das tropas iemenitas durante 2012, com o apoio de aviões não tripulados americanos, contra as fortificações jihadistas, principalmente na província sulina de Abián, tinha reduzido seriamente a capacidade operacional da Al Qaeda e seu grupo filiado Ansar al Sharia. Há quatro dias, o Iêmen recebeu dois aviões de reconhecimento dos Estados Unidos dentro da ajuda de Washington às Forças Armadas iemenitas para manter a segurança do país e lutar contra Al Qaeda. Segundo a agência estatal de notícias iemenita "Saba", o Governo americano oferecerá mais aviões de vigilância ao Exército do Iêmen. No entanto, a cadeia de atentados de hoje demonstra que al Qaeda continua sendo forte no sul do país. Os ataques desta jornada são a maior ofensiva terrorista contra as forças de segurança iemenitas desde que, em maio de 2012, um suicida explodiu um cinto bomba no meio de um desfile militar em Sana e causou a morte de pelo menos 86 pessoas. EFE ja-er/ff











