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Reféns do Sendero Luminoso são resgatados no Peru, entre eles 26 crianças

Internacional|Do R7

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Lima, 27 jun (EFE).- A polícia e as Forças Armadas do Peru recuperaram 39 pessoas, entre elas 26 crianças, que se encontravam na floresta sob o suposto domínio da organização terrorista Sendero Luminoso, informou nesta segunda-feira o vice-ministro peruano de Políticas para a Defesa do Ministério da Defesa (Mindef), Ivan Vega. O funcionário explicou à emissora "Canal N" que as pessoas resgatadas estavam em um acampamento situado no município de San Martín de Pangoa, na região de Junín e dentro da área denominada como o Vale dos Rios Apurímac, Jan e Mantaro (Vraem). Vega indicou que as idades dos menores estão compreendidas entre 1 e 14 anos e detalhou que no grupo há pessoas que foram sequestradas há 25 anos de um convento na cidade de Puerto Ocopa. "Muitas destas crianças nasceram ali e foram geradas por estupros cometidos pelos senderistas contra as reféns", advertiu Vega. O vice-ministro garantiu que os membros do Sendero Luminoso utilizam as mulheres jovens para procriar e trabalhar no "acampamento de produção", dedicado ao cultivo de alimentos e à criação de animais para o sustento dos subversivos. As crianças nascidas no acampamento são doutrinadas conforme a ideologia maoísta da organização terrorista e, posteriormente, são integradas à atividade subversiva, disse Vega. "O líder terrorista José Quispe Palomino deve entender que a população civil não pode estar submetida como escravos. Não há nenhum peruano escravo e o governo não vai permitir isso", afirmou o vice-ministro. Vega informou que as pessoas resgatadas do suposto acampamento do Sendero Luminoso serão transferidas à cidade de Mazamari, também na região de Junín, para tentar encontrar seus parentes que vivem em municípios situados fora do Vraem. Os menores sem tutores conhecidos até o momento passarão a ficar sob a custódia do Ministério da Mulher e Populações Vulneráveis (Mimp). O principal remanescente do Sendero Luminoso segue atuando no Vraem, uma extensa e escarpada região de floresta de altitude que o governo mantém sob o "estado de emergência", já que nesse local também estão os maiores cultivos ilegais de folha de coca do país. EFE fgg/rpr

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