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Reforma na Saúde de Trump afetará 23 milhões de pessoas

Medida foi aprovada na Câmara e segue para Senado

Internacional|da Ansa Brasil

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Mais de 14 milhões de pessoas ficarão sem proteção em 2018
Mais de 14 milhões de pessoas ficarão sem proteção em 2018

A reforma no sistema de saúde norte-americano irá tirar o seguro de saúde de mais de 23 milhões de norte-americanos até 2026, informou um relatório do Gabinete de Orçamento do Congresso, formado por congressistas republicanos e democratas, nesta quinta-feira (25).

A medida, que foi aprovada com muito esforço político na Câmara dos Representantes, já deixará sem proteção mais de 14 milhões de pessoas em 2018, em um número que aumentará gradativamente e atingirá as pessoas mais pobres dos Estados Unidos.


O projeto, que agora segue para o Senado, é uma das promessas de campanha de Donald Trump, de "revogar e substituir o Obamacare" - a reforma aprovada durante o governo de Barack Obama em 2015.

Agora, o levantamento feito pelo Gabinete deve ser usado pelos democratas para alterar a medida durante os debates no Senado.


Segundo a mídia norte-americana, alguns senadores republicanos, inclusive, já se manifestaram contrários ao projeto do jeito que está e apontam para uma "correção de rota".

O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, afirmou que "o relatório mostra claramente que o 'Trumpcare' será um câncer no sistema de saúde dos Estados Unidos".


EUA: Trump volta a defender proposta de mudanças em sistema de saúde

Para o líder dos democratas na Casa, a nova medida "causará um aumento de custos na saúde, tornando a cobertura inacessível para aqueles que tem doenças pré-existentes e para muitos idosos, e chutará milhões de pessoas para fora de seus planos de saúde".


Ainda de acordo com o levantamento do Gabinete, cerca de 50 milhões de norte-americanos seriam afetados pela medida indiretamente, precisando fazer grandes alterações em seus seguros de saúde.

Entre os pontos mais controversos da nova lei, está a concessão de poder para as seguradoras de saúde considerarem como "doenças pré-existentes" e negarem o plano para pessoas que tenham sido vítimas de violência sexual no passado. Além disso, as seguradoras estariam liberadas a não fornecer tratamento em casos de câncer e atendimentos de emergência, como em acidentes.

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