Reino Unido afirma que Putin quer solução diplomática na Ucrânia
Internacional|Do R7
Londres, 9 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tiveram uma conversa por telefone neste domingo na qual o número um do Kremlin assegurou que Moscou "quer encontrar uma solução diplomática à crise" na Ucrânia, informou Downing Street. Segundo uma porta-voz do primeiro-ministro do Reino Unido, Putin concordou com Cameron que uma Ucrânia "estável" interessa a todo o mundo e se comprometeu a estudar a proposta de estabelecer um grupo de trabalho para fomentar o diálogo entre Moscou e Kiev. "O presidente Putin esteve de acordo que é do interesse de todos ter uma Ucrânia estável e disse que a Rússia quer encontrar uma solução diplomática à crise e que debateria a proposta do grupo de contato com o ministro das Relações Exteriores, (Sergei) Lavrov amanhã", explicou a porta-voz. Cameron pediu que Putin adote medidas a fim de diminuir a tensão e iniciar o diálogo para resolver o conflito, que segue ganhando força desde a ocupação russa da península ucraniana da Crimeia. A porta-voz acrescentou que Cameron assegurou a Putin que o Reino Unido, junto com seus sócios europeus e os Estados Unidos, deseja trabalhar com a Rússia para buscar uma solução diplomática. Na conversa, Cameron ressaltou que Londres "reconhece o direito de todos os ucranianos a escolher seu futuro e as eleições, previstas para os finais de maio, são a melhor maneira de fazer isto". "A comunidade internacional deve colaborar para garantir que as eleições são livres, justas e inclusivas", disse o chefe do governo britânico, segundo sua porta-voz. Cameron e Putin concordaram também na necessidade de oferecer apoio econômico à Ucrânia, acrescentou a fonte. De acordo com a versão do Kremlin, o presidente russo defendeu em sua conversa com Cameron e a chanceler alemã, Angela Merkel, a legitimidade das medidas adotadas pelas autoridades da rebelde autonomia ucraniana da Crimeia, que tenta anexar-se à Rússia, entre elas a realização de um referendo a esse respeito. Apesar de fazer distintas avaliações sobre a crise, segundo o Kremlin as partes se mostraram interessadas "em diminuir a tensão e normalizar a situação" em torno do conflito russo-ucraniano da Crimeia. EFE jm/rsd











