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Relatório denuncia impostos ilegítimos a empresas dos EUA em Cabul

Internacional|Do R7

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O Estado afegão taxa de forma ilegítima as empresas que trabalham para o governo americano no Afeganistão, com o risco de "interromper o apoio às operações militares americanas" no país, afirma um organismo de controle em um relatório divulgado nesta terça-feira.

Os acordos assinados entre Washington e Cabul, "supostamente para garantir que as empresas que prestam serviços aos diferentes organismos governamentais não sejam taxadas, não parecem alcançar seu objetivo", lamenta em um relatório a Inspeção Geral Especial para a Reconstrução do Afeganistão (Sigar), encarregada de controlar como os fundos públicos americanos são gastos.


Desde 2008, o Estado afegão cobrou 921 milhões de dólares em impostos de empresas que trabalham para a USAID e para o Pentágono.

Destes 921 milhões, 93 correspondem a uma taxação sobre as empresas, uma taxa que se supunha que as prestadoras de serviços do governo americano estavam isentas.


"Com base em nossa auditoria, o essencial dos outros impostos também é ilegítimo", afirma o Sigar, que denuncia o fato de o Ministério das Finanças afegão taxar as empresas e, no entanto, conceder certificados de isenção a elas.

Essas atitudes de Cabul, que não renova algumas licenças de exploração, aumentam o risco de "interrupção do apoio às operações militares americanas" no país.


Para o inspetor-geral John Sopko, "é chocante que o governo afegão considere como alvo as empresas americanas com impostos indevidos e intimidação".

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