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Renzi luta por lei contra corrupção na administração pública na Itália

Internacional|Do R7

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Roma, 13 jun (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, apresentou nesta sexta-feira um decreto-lei para combater a corrupção no país, um pacote de medidas que, entre outras, outorgam um maior poder à Autoridade Nacional Anticorrupção (Anac), o órgão presidido pelo magistrado Raffaele Cantone. "A partir de agora, a Anac terá o poder de controlar e supervisionar a assinatura de contratos e serviços públicos", afirmou Renzi em entrevista coletiva realizada na sede do governo italiano, o Palácio Chigi, após a reunião do Conselho de Ministros. Trata-se de uma medida importante, nas palavras do ex-prefeito de Florença, que procura erradicar a corrupção no país, especialmente depois dos escândalos conhecidos nos últimos dias sobre supostas práticas ilícitas em Milão e em Veneza. Além disso, o decreto-lei outorgará uma nova nomeação ao juiz Cantone. O até agora presidente da Anac passará a ocupar o cargo de comissário extraordinário e contará com o apoio de uma equipe de quatro membros, dois homens e duas mulheres, explicou Renzi, que não quis tornar público seus nomes. Além disso, se a Anac tiver constância da existência de práticas ilícitas na Administração, poderá formar um grupo de comissários que analisem a contabilidade daquelas atividades das quais duvide de sua legalidade. Minutos antes do discurso de Renzi perante os meios de comunicação, o juiz Cantone qualificou esta decisão de "valente" e afirmou que é "uma política que vai pelo bom caminho". O decreto-lei, incluído no pacote de reformas da Administração Pública, foi apresentado pelo Partido Democrata de Renzi dias depois que foram conhecidas as supostas práticas ilícitas em Milão e em Veneza. O prefeito de Veneza, Giorgio Orsoni, anunciou hoje sua demissão após ficar ontem em liberdade depois de ser acusado por um suposto delito de financiamento ilegal de sua campanha eleitoral de 2010. Orsoni foi detido em 4 de junho, junto com outras 34 pessoas, acusado de ter recebido cerca de 110 mil euros de financiamento ilegal para sua campanha eleitoral. Esta acusação se inscreve dentro de uma rede de corrupção relacionada com a construção de Moisés, o sistema de diques para frear as inundações regulares em Veneza. Por sua vez, sete pessoas foram detidas em maio em Milão, acusadas de fazer parte de uma rede que combinava a adjudicação dos contratos para os trabalhos para a próxima Exposição Universal de 2015 em Milão. EFE lsc/ff-rsd

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