Renzi recebe apoio da Câmara dos Deputados para governar a Itália
Internacional|Do R7
Roma, 25 fev (EFE).- Matteo Renzi, líder da coalizão governamental da Itália, conseguiu nesta terça-feira o voto de confiança da Câmara dos Deputados, o último processo do trâmite parlamentar que teve que superar para assumir o posto de primeiro-ministro do país. Dos 630 deputados que compõem a Câmara, 378 votaram a favor de Renzi e 220 contra, em uma sessão que teve 599 parlamentares presentes e na qual houve uma abstenção. Da mesma forma que na votação de ontem no Senado, apoiaram o ex-prefeito de Florença seus parceiros no governo, o Novo Centro-Direita (NCD), a Escolha Cívica (SC), a União de Centro (UDC) e sua própria formação, o Partido Democrata (PD), apesar das vozes críticas ao governo que surgiram em suas fileiras. Contra se pronunciaram o Forza Itália (FI), de Silvio Berlusconi, a separatista Liga Norte (LN), o Movimento 5 Estrelas (M5S) e o Esquerda, Ecologia e Liberdade (SEL). Deste modo, chega ao fim a crise política surgida após a renúncia de Enrico Letta como primeiro-ministro no último dia 14 de fevereiro. Letta, que tinha proposto em 13 de fevereiro um programa "sem caducidade", se viu obrigado um dia depois a apresentar sua renúncia perante o chefe do Estado italiano, Giorgio Napolitano, devido à pressão de seu próprio partido, o PD, e de seu secretário-geral, Renzi, que lhe instaram a abrir caminho para um novo Executivo. Após a renúncia do social-democrata Letta, Napolitano convocou uma rodada de consultas com as principais forças políticas da Itália e terminou encarregando a formação de um governo de coalizão a Renzi, de 39 anos. Durante a semana passada, Renzi buscou aliados no Parlamento para criar uma maioria governamental, gestões que finalizaram com uma aliança com as siglas políticas que apoiaram durante dez meses o Executivo de Letta. Após vários dias de deliberações, na sexta-feira passada Renzi apresentou o primeiro governo paritário da história da Itália, que foi submetido, entre ontem e hoje, ao voto de confiança no Senado e na Câmara dos Deputados. Uma vez alcançado o respaldo da Câmara, Renzi tem sinal verde para iniciar seu governo, dotado de um programa, segundo suas palavras, "reformista" com o qual pretende realizar "uma mudança radical" no país. EFE gsm/rsd












