Repórteres sem Fronteiras critica violência contra imprensa no Brasil
A organização lamentou a agressividade policial durante os protestos de 2013
Internacional|Do R7, com AFP

O Brasil mereceu um destaque negativo em termos de liberdade de imprensa em um relatório mundial divulgado pela organização não governamental RSF (Repórteres sem Fronteiras), nesta quarta-feira (12), em Paris.
O documento destaca as manifestações que tomaram conta do País no ano passado. A RSF chama a onda de protestos de "Primavera Brasileira", em referência aos movimentos de contestação de 2011 em países do norte da África e do Oriente Médio que causaram a queda de governantes autoritários há décadas no poder.
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A organização lamenta a repressão policial contra os profissionais da informação durante os protestos no Brasil.
Com cinco jornalistas mortos em 2013, segundo a RSF, os brasileiros ainda tiraram dos mexicanos o título deplorável de país mais mortal das Américas para os jornalistas.
Em termos globais, as cifras revelam uma leve piora do estado da liberdade de imprensa no mundo, destaca a organização.
"A classificação de alguns países, incluindo as democracias, está amplamente afetada este ano por uma interpretação muito ampla e abusiva do conceito de proteção da segurança nacional", adverte Lucie Morillon, diretora de investigação da RSF.
Eritreia, Coreia do Norte, Turcomenistão e Síria — esse último, o país mais perigoso do mundo para os repórteres — são as nações onde o livre exercício do jornalismo é quase impraticável.
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