Repressão e violência do regime cubano não poupam nem menores de idade
Nas últimas semanas, sete jovens, entre 16 e 18 anos, receberam penas de 19 a 25 anos de internação
Internacional|Marco

A esquerda brasileira tem uma espécie de fetiche com o regime cubano. Pior só mesmo a perversão que alguns alucinados nutrem pela Venezuela. Mas o caso de Cuba se agravou diante da violenta reação do governo aos protestos e tentativas de manifestação em julho e novembro de 2021. A mão pesada do Estado não poupou nem menores de idade que saíram às ruas para pedir mais liberdade e qualidade de vida.
É nesse momento que a palavra ditadura se impõe e não permite dubiedades ou desculpas esfarrapadas a favor de supostos avanços do socialismo – que oferece saúde e educação mas submete seu povo a sacrifícios econômicos, sociais e alimentares, bem como a uma repressão que impõe medo e silêncio.
Dos 1.396 cubanos detidos em julho, 728 continuam presos. Nas últimas semanas, sete jovens, entre 16 e 18 anos, receberam penas de 19 a 25 anos de internação. Essas denúncias vieram a público graças ao trabalho de várias ONGs, junto com a Anistia Internacional. Segundo elas, cerca de 40 adolescentes foram punidos com mais de 15 anos de reclusão. Há relatos de torturas e graves privações.
Defender um regime que trata assim sua juventude deveria ser motivo de vergonha. Cuba é uma ditadura que voltou a mostrar seu lado feroz. É preciso que seus fãs admitam que, sim, há abusos e a população está sendo calada e reprimida.
Ser de esquerda não obriga ninguém a defender o indefensável. Depois reclamam quando são chamados de extremistas.









