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Republicano Rick Perry condena massacre nos EUA após chamá-lo de "acidente"

Internacional|Do R7

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Washington, 20 jun (EFE).- O pré-candidato republicano à Casa Blanca, Rick Perry, condenou neste sábado como "atroz crime de ódio" o massacre que custou nove vidas na quarta-feira em Charleston (Carolina do Sul), após a polêmica que causou ontem ao referir-se a este fato como "acidente". "Eu me incomodo que a reação da esquerda seja sempre 'vamos tirar as armas das pessoas' (após este tipo de massacres), quando talvez haja outros fatores em jogo", disse hoje Perry em declarações a jornalistas após falar do tiroteio na conferência anual da organização cristã conservadora Faith and Freedom Coalition, realizada em Washington. Perry sugeriu que as drogas supostamente consumidas pelo autor confesso do massacre, o jovem branco de 21 anos Dylann Roof, são a questão sobre a qual deve girar o debate, e não as armas. Com sua condenação, Perry tentou deixar para trás a polêmica que gerou ontem com sua primeira reação após o tiroteio, quando se referiu ao fato como "acidente" em entrevista ao canal conservador "NewsMaxTV". "Cada vez que há um acidente como este, o presidente é claro. Não gosta que os americanos tenham armas, por isso usa cada oportunidade, e esta é outra delas, para repetir essa mensagem como um papagaio", criticou então. Estas palavras suscitaram uma grande controvérsia nas redes sociais, nas quais ainda abundam os comentários contra Perry por estas declarações - apesar de um de seus porta-vozes ter tentando acalmar os ânimos dizendo que tinha sido um erro e que o ex-governador do Texas quis dizer "incidente". Perry, contrário à regulação da posse de armas, assegurou hoje aos jornalistas que está aberto a que se discuta este assunto em nível nacional para que cada um possa defender sua posição. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem que seu país tem que ter "um sentido de urgência" para "mudar de atitude" em relação à posse de armas, um tema que volta a estar no centro do debate após o tiroteio que na quarta-feira causou nove mortes em uma igreja da comunidade negra de Charleston e que comoveu o país. EFE cg/rsd

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