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Republicanos alertam Irã de que acordo caducará se Congresso não o aprovar

Internacional|Do R7

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Washington, 9 mar (EFE).- Em carta divulgada nesta segunda-feira, 47 senadores republicanos alertaram ao Irã de que um acordo sobre o programa nuclear que não for aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos caducará quando o presidente americano, Barack Obama, deixar a Casa Branca em menos de dois anos. O comunicado com a advertência, bastante incomum, tem entre seus autores potenciais candidatos à Casa Branca como Marco Rubio, Ted Cruz e Rand Paul, e foi destinada aos "líderes" do regime iraniano. "Qualquer acordo sobre o programa de armas nucleares que não tenha sido aprovado pelo Congresso será considerado nada mais que um acordo executivo entre o presidente Obama e o (líder supremo iraniano) aiatolá (Ali) Khamenei", afirmaram os senadores. O próximo presidente dos Estados Unidos "poderia revogar tal acordo executivo com o traço de sua pena", acrescentam os congressistas. Os senadores ressaltaram que, segundo a Constituição americana, o presidente tem o poder de negociar acordos internacionais, mas o Congresso "desempenha o significativo papel de ratificá-los". O Irã e representantes do Grupo 5+1 (Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia, além da Alemanha) completaram na semana passada uma nova rodada de negociações para se chegar a um acordo sobre o desenvolvimento nuclear iraniano. Ambas as partes reconheceram avanços nas reuniões, que caminham sob a premissa de que o Irã reduzirá sua capacidade nuclear para evitar suspeitas de um eventual uso bélico em troca da retirada das sanções econômicas que o Ocidente mantém sobre Teerã. O prazo imposto pelos negociadores expira no final de junho, mas ambas as partes se comprometeram a alcançar um acordo preliminar antes do final do mês. Em uma entrevista à emissora "CBS" transmitida neste domingo, Obama considerou possível que se alcance um acordo com o Irã se for pode "verificar" que o país não está desenvolvendo armas nucleares. O presidente disse que o próximo mês será fundamental para determinar se o regime iraniano é "capaz de aceitar" um acordo que considerou "extraordinariamente razoável". Em um polêmico discurso perante o Congresso americano, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, alertou na semana passada o governo de Obama sobre consequências que, segundo sua opinião, pode ter "um acordo ruim" com o Irã sobre seu programa nuclear, e argumentou que Teerã sempre será "um inimigo" para ambos os países. EFE mb/dk

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