Republicanos bloqueiam projeto de lei que aumentaria salário mínimo nos EUA
Internacional|Do R7
Washington, 30 abr (EFE).- Os republicanos obstruíram nesta quarta-feira no Senado o projeto de lei de aumento do salário mínimo dos atuais US$ 7,25 a hora para US$ 10,10 em nível federal, ao impedir que fossem alcançados os 60 votos necessários para levá-los a votação. A votação, que terminou com 54 votos a favor e 42 contra, aconteceu com semanas de atraso apesar das repetidas tentativas dos democratas de obter apoios suficientes entre a bancada republicana que permitissem aprovar a legislação. O presidente Barack Obama como o Partido Democrata transformaram a alta do salário mínimo em prioridade para este ano de eleições de meio mandato e renovarão a Câmara dos Representantes e um terço do Senado. O líder da maioria democrata, Harry Reid, mudou seu voto para 'não' para se reservar ao direito, segundo o regulamento da casa, de voltar a submeter ao plenário o texto outra vez, e garantiu que não voltará atrás no empenho pela aprovação do novo mínimo. Assim, os democratas podem por na mesa o projeto de lei várias vezes no meio da campanha pelas legislativas de novembro. No entanto, cada vez parece mais improvável um acordo bipartidário ou um compromisso com os republicanos sobre a matéria. Além da oposição dos senadores republicanos, os líderes conservadores da Câmara dos Representantes já expressaram a firme oposição ao aumento. "A proposta no Senado joga um balde de água fria à geração de empregos e se soma à carga que as empresas já estão enfrentando", disse Mike Enzi, republicano. Já o senador democrata Michael Bennet criticou os republicanos por não permitirem que o projeto de lei avance. "Neste momento, se o senhor trabalha 40 horas por semana nos Estados Unidos, no país maior do mundo, com um salário mínimo federal, ganha pouco mais de US$ 15 mil por ano", disse. "Pense no louco que isso é". "O fato é que há um projeto de lei que foi votado hoje no Senado que, com a exceção de um senador republicano, foi rejeitado por toda a conferência republicana no Senado, mas apoiado pelos democratas, todos eles", apontou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, após o resultado da votação. Carney acusou os republicanos de não apoiarem "os desejos do povo americano" e duvidou que os conservadores apoiem qualquer tipo de aumento salarial, embora seja mais menor que o proposto no Senado. "Se há uma lógica contida em seus argumentos, ela diz que não são compatíveis com nenhum salário mínimo. Pode ser que não digam, mas os argumentos contra elevá-lo são os mesmos argumentos contra ter um", reforçou o porta-voz. Reid, por sua vez, disse hoje antes da votação que não vai fazer nenhuma promessa específica aos republicanos de possíveis emendas ao texto enquanto o Senado não votar a favor do projeto de lei. "A única coisa que pedimos é que nos permita votá-lo. Os republicanos utilizam todo tipo de desculpas de procedimento para não permitir que consigamos o projeto de lei", disse o senador por Nevada. EFE rg/cd










