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Republicanos do Senado mantêm divisões sobre cortes fiscais nos EUA

Internacional|Do R7

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Washington, 27 fev (EFE).- Os líderes republicanos do Senado dos Estados Unidos mantiveram nesta quarta-feira suas fortes divisões sobre o rumo dos cortes ao gasto público no valor de US$ 85 bilhões que, sem um novo acordo fiscal, entrarão em vigor nesta sexta-feira. Às vésperas dos maciços cortes em toda a burocracia federal para o ano fiscal 2013, boa parte deles na área de Defesa, os republicanos discutem a portas fechadas alternativas que possam levar à votação amanhã mesmo. Uma proposta republicana, oferecida pelos senadores Pat Toomey e Bob Corker, e respaldada por sua hierarquia na câmara alta, mantém esse nível de cortes fiscais, mas daria flexibilidade à Casa Branca sobre como tramitá-los. Porém, os senadores republicanos John McCain, do Arizona, e Lindsey Graham, da Carolina do Sul, se queixaram que esse plano dá flexibilidade à Casa Branca, mas não soluciona o enorme impacto que os cortes teriam para o Pentágono. De fato, o Pentágono já advertiu que, se um acordo não for fechado, teria que iniciar um replanejamento trabalhista que afetaria cerca de 800 mil funcionários civis do Departamento de Defesa. Outra proposta republicana, apresentada pela senadora de New Hampshire, Kelly Ayotte, é reduzir em 10% a força de trabalho do Governo Federal e eliminaria fundos de US$ 10 bilhões para despesas de Defesa. Os democratas, por sua parte, promovem sua própria alternativa de US$ 110 bilhões que, entre outros elementos, imporia de forma escalonada um novo imposto mínimo de 30% para os que têm rendas anuais superiores a US$ 1 milhão; poria fim aos subsídios diretos para o setor agrícola e postergaria os cortes em Defesa. O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, deixou claro que sua bancada rejeitará as propostas republicanas, apesar de seu escritório ter indicado que este continuará as negociações com o líder da minoria republicana, Mitch McConnell. A crise atual sobre os iminentes cortes fiscais é resultado de um acordo pactuado pelo Congresso em agosto de 2011 para elevar o teto da dívida e reduzir o déficit. O presidente dos EUA, Barack Obama, prevê reunir-se na sexta-feira com os principais líderes democratas e republicanos de ambas câmaras do Congresso para tentar destravar as negociações sobre um acordo que evite os cortes maciços. Seria a primeira reunião tête-à-tête entre Obama e os legisladores sobre este assunto neste ano após vários contatos telefônicos. Por enquanto, não há reflexos de solução, já que os democratas insistem em aumentar os impostos aos mais ricos e os republicanos resistem a essa ideia. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, reiterou hoje o desejo da Administração de apresentar na reunião da próxima sexta-feira uma "resposta equilibrada" para resolver a situação atual. EFE mp/rsd

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