Revista coloca Mujica e líderes terroristas entre pensadores mais influentes
Internacional|Do R7
Washington, 17 nov (EFE).- O presidente do Uruguai, José Mujica, o opositor venezuelano Leopoldo López, o líder terrorista sírio Abu Bakr al Baghdadi e Abubakar Shekau, da seita radical islâmica Boko Haram, estão entre os 100 pensadores mais influentes do mundo, segundo uma lista anual publicada nesta segunda-feira pela revista "Foreign Policy". Todos os anos a revista especializada em política internacional identifica os "100 Pensadores Globais" que tiveram mais influência no ano por suas ações em diferentes categorias. A edição 2014 incluiu nove latino-americanos, mas nenhum brasileiro. Entre os líderes mundiais, o presidente do Uruguai, José Mujica, e seu ministro das Relações Exteriores, Luis Almagro, são reconhecidos por "mostrar que sempre há lugar para os refugiados", em referência às famílias sírias abrigadas no Uruguai. Mujica está pela segunda vez na lista, já que ano passado a revista o escolheu por "redefinir a esquerda na América Latina" e agora reconheceu as medidas tomadas por seu governo, como a aprovação do casamento homossexual, a legalização do aborto e a legalização da maconha. Além de ativistas, artistas, empresários, políticos, acadêmico, jornalistas e religiosos, a edição deste ano inclui vários terroristas. O terrorista sírio Abu Bakr al Baghdadi, líder do Estado Islâmico, que declarou um califado nas regiões que tomou o controle à força na Síria e no Iraque; e Abubakar Shekau, da seita radical islâmica Boko Haram, que sequestrou mais de 200 adolescentes na Nigéria, entre outros atos, também estão na lista. Na seção dos "agitadores" estão o filósofo político russo Alexander Dugin, por "idealizar a política expansionista russa", acompanhado nesta categoria pelo próprio presidente da Rússia, Vladimir Putin; e Alexander Borodai, que autoproclamou a república de Donetsk na Ucrânia. O ministro das Finanças do México, Luis Videgaray, foi reconhecido este ano por "reenergizar" o país, em uma categoria na qual também estão a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, a presidente interina da República Centro-Africana, Catherine Samba-Panza, o presidente iraniano, Hasasan Rouhani, e o político indiano Amit Shah. O escocês Alex Salmond, que defende a separação do Reino Unido, e o político independentista catalão Oriol Junqueras, da Espanha, foram reconhecido por "dar nova vida a velhos reinados". Junto deles está o venezuelano Leopoldo López, líder do partido Vontade Popular, que está preso há nove meses, incluído pela revista por "pôr fim às táticas da oposição leal" em seu país. A publicação também inclui A dirigente indígena peruana Ruth Buendía, que liderou um movimento de oposição a um acordo fechado em 2010 pelos governos do Brasil e do Peru para a construção de represas na Amazônia. Também estão incluídas na lista as ativistas afrodescendentes colombianas, Gloria Amparo, Maritza Asprilla Cruz e Mary Medina por seu trabalho em favor das mulheres, e a juíza guatemalteca Iris Yassmin Barrios Aguilar, que julgou e condenou em maio de 2013 o general golpista José Efraín Ríos Montt por genocídio. EFE elv/cd/rsd













