Rio de Janeiro amanhece com sinais de destruição, a 5 dias da visita do papa
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 18 jul (EFE).- Os bairros do Leblon e Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, amanheceram nesta quinta-feira com sinais de destruição após o confronto entre manifestantes e policiais, faltando cinco dias para a chegada do papa Francisco na cidade, informou nesta quinta-feira a polícia. A manifestação ocorreu na rua onde vive o governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e começou de forma pacífica e bem humorada. Entretanto, no final houve confronto entre alguns manifestantes e a Polícia Militar (PM), que usou bombas de gás lacrimogêneo, canhões com jatos d'água e balas de borracha para reprimir os manifestantes. Alguns mais exaltados cometeram atos de vandalismo, depredando agências bancárias, pontos de ônibus, saqueando lojas e ateando fogo em latas de lixo para formar barricadas ao redor de todo o bairro do Leblon. A manifestação ocorreu faltando apenas cinco dias para a chegada do papa Francisco à cidade, para presidir a XXVIII Jornada Mundial da Juventude (JMJ). O secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou hoje em entrevista coletiva que "o planejamento para a visita do Papa está pronto". "Ele (o papa) tem um protocolo. A gente sabe o que vai acontecer na agenda desta autoridade. A questão da manifestação é diferente, a PM está adaptando, porque não há uma agenda coordenada. A gente está atento, mas tem que ver quando vai acontecer, se isso vai acontecer, porque a gente não tem esta informação", disse Beltrame. A situação levou às autoridades governamentais e policiais do Rio de Janeiro a convocarem uma reunião de emergência para analisar o ocorrido. O Corpo de bombeiros teve que intervir para apagar os incêndios provocados pelos manifestantes mais violentos. A Polícia Militar informou que sete agentes ficaram feridos com pedradas e uma agente ficou ferida após ser atingida por um rojão, mas não foi divulgado seu atual estado de saúde. No total, 16 pessoas foram presas e levadas à 14ª Delegacia de Polícia no Leblon. EFE wgm/rpr (foto)













