Rohani diz que é preciso contar com Irã para conseguir paz no Oriente Médio
Internacional|Do R7
Artemis Razmipour. Teerã, 11 fev (EFE).- O presidente iraniano, Hassan Rohani, disse nesta quarta-feira durante o discurso comemorativo do 36º aniversário da Revolução Islâmica que, para conseguir a estabilidade no Oriente Médio, os Estados Unidos e os países ocidentais não têm outro remédio senão contar com o Irã. "Para estabelecer a paz e a estabilidade no Oriente Médio e erradicar o terrorismo da região, não há outro remédio senão contar com o Irã", afirmou no discurso realizado na praça Azadi, em Teerã. Em relação às conversas que o Irã mantém sobre seu programa nuclear com a comunidade internacional, Rohani disse que o país procura chegar a um acordo e que os únicos que são contra as negociações são "os inimigos do povo, os sionistas" (Israel). Milhares de pessoas celebraram hoje na praça Azadi o aniversário da vitória da revolução islâmica, que significou a queda do último xá de Pérsia, Mohammed Reza Pahlevi. Os participantes carregavam imagens do fundador da República islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, e o atual líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Além disso, muito portavam imagens do presidente e do secretário de Estado dos EUA, Barack Obama e John Kerry, respectivamente, com narizes longos, como se fossem o mentiroso personagem Pinóquio. Nos cartazes, era possível ler frases como "Morte à América", "Morte a Israel", "Eu sou revolucionário" e uma defesa ao programa nuclear. Durante a cerimônia, dezenas de paraquedistas saltaram de aviões sobre a praça e foram soltos centenas de balões coloridos. Os participantes, sob a chuva e o frio, com os punhos cerrados não paravam de gritar: "Morte à América. Morte a Israel. Deus é grande". Fateme Sadri, uma mulher de 38 anos que foi ao ato com seu filho de cinco anos, disse à Agência Efe: "Estou aqui para demonstrar ao mundo e aos Estados Unidos que apoiamos nosso líder e a revolução até a última gota de nosso sangue". Mohamad Hedayati, um homem de 52 anos, contou à Efe que nunca tinha participado da celebração do aniversário, mas que neste ano veio pois acredita que sua presença poderia ser influente nas negociações nucleares que o Irã realiza com as grandes potências mundiais. "Nosso país tem muitos problemas internos, como outros, mas nós apoiamos nosso regime contra o Ocidente", disse Hedayati. O Irã negocia há anos com as potências ocidentais o desenvolvimento de um programa nuclear que, segundo as autoridades de Teerã, tem intenções pacíficas e servirá para a geração de energia elétrica e pesquisas médicas. O Ocidente, no entanto, teme que o Irã queira conseguir, sob a fachada de um suposto programa nuclear civil, os conhecimentos e materiais para construir uma bomba atômica. EFE ar/dk (foto)











