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Roma revela o maior mosaico de parede romano já visto, com misteriosa cidade portuária

Especialistas investigam se o local representado é real ou imaginário, enquanto atração se prepara para receber visitantes

Internacional|Barbie Latza Nadeau, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Roma revelou o maior mosaico de parede romano, datado do século 1 d.C., após 14 anos de restauração.
  • O mosaico, chamado de Grande Mosaico, mede 10 metros de altura e 16 metros de comprimento, localizado sob a Colina Ópia.
  • O mosaico retrata uma cidade portuária murada, com detalhes coloridos e personagens observando a cena.
  • A área, parte das Termas de Trajano, agora possui passarelas e iluminação para visitação, destacando os detalhes históricos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Obra retrata uma cidade portuária murada, com detalhes coloridos e personagens em tamanho real Andrew Medichini/AP via CNN Newsource

A cidade de Roma revelou pela primeira vez o maior mosaico de parede romano já encontrado, além de um afresco colorido pintado em uma parede de 2.000 anos — o ponto culminante de um enorme projeto de restauração que durou 14 anos.

Com 10 metros de altura e 16 metros de comprimento, o Grande Mosaico, como foi batizado, fica sob a Colina Ópia, onde o imperador Nero construiu sua famosa Casa Dourada entre os anos 64 e 68 d.C.


“Estimamos que seja o maior mosaico de parede já encontrado no mundo romano e ainda estamos escavando para descobrir onde ele termina”, afirmou o arqueólogo Francesco Pacetti durante a apresentação do local na terça-feira (8).

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Os arqueólogos afirmaram que ainda não está claro se o mosaico, que também data do século 1 d.C., fazia parte dos luxuosos aposentos de Nero ou se foi construído como parte de uma residência privada independente que Nero posteriormente incorporou.


Toda a área, localizada a poucos passos do Coliseu, foi convertida em termas públicas em 109 d.C. pelo imperador Trajano, e o antigo Grande Mosaico, junto ao afresco vizinho chamado “Cidade Pintada”, teria servido de cenário para os banhistas.

Parte do mosaico, descoberto pela primeira vez durante escavações na década de 1990, não pôde ser recuperada, mas o que restou compõe uma cena colorida.


A obra retrata uma cidade portuária murada vista de cima, com praças públicas e torres que não eram comuns durante o século 1.

Os detalhes minuciosos incluem tons de azul e terracota que desbotaram com o tempo, retratando várias cenas que se desenrolam na cidade portuária — quase como uma apresentação teatral.


No topo do mosaico há planos aproximados de vários personagens, retratados como se estivessem observando a movimentação abaixo no porto.

Eles incluem um filósofo barbudo em tamanho real e sua musa, várias estátuas e um jovem poeta, além de um palco teatral com colunas, guirlandas e arabescos vegetais, tudo realçado com mármore azul e branco e pedras preciosas para criar o efeito da luz do sol brilhando sobre o mar.

Especialistas ainda não sabem se as cenas representam uma cidade portuária utópica ou um local real do antigo mundo romano.

“Pode ser um lugar real ou uma cidade imaginária, não temos certeza”, declarou Pacetti, acrescentando que nenhuma cidade conhecida possui essas características reconhecíveis, mas que um porto da época em que o mosaico foi criado poderia tê-las.

O afresco recém-restaurado da “Cidade Pintada”, situado entre dois pilares na entrada da área onde o mosaico foi encontrado, também foi descoberto durante escavações na década de 1990.

Também datado do século 1, o afresco de 10 m² é tão detalhado quanto o mosaico, com cenas que mostram uma cidade murada, com um portão de entrada para o porto, estradas, um teatro e um templo.

Os arqueólogos estão trabalhando atualmente para expor outra área do mosaico, que mostra uma colheita de uvas e a produção de vinho.

Todo o complexo, que abrange os extensos 60.000 metros quadrados de ruínas das Termas de Trajano e sua exedra — uma grande parede semicircular de sustentação com nichos em forma de prateleiras, indicando que os banhos também funcionavam como uma biblioteca na antiguidade —, em breve receberá lançamentos de livros, em referência ao seu uso original como biblioteca, segundo autoridades de Roma.

Passarelas para visitação foram instaladas, assim como um sistema de iluminação que ajuda a destacar os detalhes minuciosos tanto do mosaico quanto do afresco.

“Estamos devolvendo esta maravilha única à cidade”, declarou o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, durante a inauguração.

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