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RSF cobra investigação do papel da polícia no assassinato de repórter em MG

Internacional|Do R7

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Paris, 11 mar (EFE).- A ONG internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou nesta segunda-feira o assassinato do repórter Rodrigo Neto de Faria, ocorrido na última semana na cidade de Ipatinga, em Minas Gerais, e pediu às autoridades apurar o possível envolvimento de policiais neste caso. "Levando em conta a natureza sensível de alguns dos temas que o repórter cobria, a possibilidade de policiais estarem envolvidos no caso deveria ser tratada como uma prioridade", indicou a ONG em comunicado. Repórter policial, Neto de Faria tinha um programa na Rádio Vanguarda e também era colunista no jornal "Vale do Aço" de Ipatinga, cidade onde foi assassinado a tiros na última sexta-feira. No momento em que foi alvejado, o repórter saía de um pequeno bar que costumava freqüentar com seus companheiros de trabalho. O jornalista, casado e pai de um filho, tinha denunciado à polícia que recebia constantes ameaças de morte e, segundo a RSF, sua morte "provavelmente" está relacionada com o trabalho que realizava. "Este assassinato ressalta novamente o extremo perigo que os jornalistas brasileiros sofrem ao investigar casos de corrupção ou o envolvimento do crime organizado no seio das forças de segurança", assinalou a ONG internacional em seu comunicado. A RSF ressaltou que Neto de Faria é o terceiro repórter assassinado neste ano e também lembrou o caso dos jornalistas André Caramante e Mauri König, que chegaram a deixar o país no último ano por conta de ameaças ligadas ao exercício jornalístico. Segundo a ONG internacional, esses casos representam uma nova prova da necessidade de se desenvolver uma complexa reforma de certas instituições policiais no Brasil, país tido como um dos mais perigosos para o exercício jornalístico. EFE mgr/fk

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