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Rússia descarta acelerar provisão mísseis S-300 à Síria após anúncio dos EUA

Internacional|Do R7

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Moscou, 14 jun (EFE).- A Rússia não acelerará a provisão de mísseis antiaéreos S-300 à Síria após o anúncio dos Estados Unidos, que, depois de confirmarem o uso de armas químicas por parte do presidente Bashar Al Assad, declararam que passarão a armar os rebeldes sírios, afirmou nesta sexta-feira o assessor do Kremlin Yuri Ushakov. "Por enquanto, não nos colocamos. Não estamos competindo (com os EUA) na Síria. Ao contrário, tentamos encontrar de maneira construtiva uma solução para este grande problema", declarou Ushakov às agências locais. Recentemente, o presidente russo, Vladimir Putin, assegurou que o sistema S-300, que o Kremlin considera um fator de contenção contra uma intervenção externa no país árabe, ainda não tinham sido enviado ao regime sírio de Bashar al Assad. EUA e Israel consideram os s-300 como uma ameaça para todo Oriente Médio, enquanto a Rússia considera que esse armamento é restritamente defensivo e, por isso, seu envio não violaria nenhuma norma internacional e nem alteraria o equilíbrio estratégico da região. O assessor do Kremlin criticou a decisão dos EUA de armar os rebeldes sírios, especificando que esta atitude "não facilitará a preparação da conferência internacional" sobre o país em Genebra, um encontro que foi acordado entre ambas as nações. Neste contexto, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da Rússia, Aleksandr Lukashevich, destacou que a decisão dos EUA de armar os rebeldes reflete seu fracasso na hora de convencer a oposição a participar da conferência de paz. De acordo com Moscou, a provisão de armamento aos rebeldes aumentará a violência contra a população civil. "Seguimos fiéis ao rumo da regra política e pacífica do conflito na Síria e continuamos trabalhando para convocar a conferência internacional para conseguir esse objetivo", acrescentou Lukashevich. Por sua parte, Ushakov adiantou que o conflito na Síria voltará a ser abordado na reunião prevista para próxima segunda-feira, quando os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e Estados Unidos, Barack Obama, se encontrarão durante a cúpula do G8 na Irlanda do Norte. "Os governantes vão dar grande atenção ao problema sírio, especialmente após o anúncio de que o regime de Assad utilizou armas químicas no país, concretamente, o gás paralisante sarin", finalizou Ushakov. EFE io/fk

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