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Rússia investe R$ 220 milhões em posto de controle na fronteira com Coreia do Norte

Analistas levantam suspeitas sobre possíveis fins militares e financeiros por trás da obra na região fronteiriça

Internacional|Do R7

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O embaixador russo Aleksandr Matsegora está ao lado de autoridades norte-coreanas, em 30 de abril de 2025 Reprodução de vídeo/Governo russo

Um novo posto de controle migratório está sendo planejado pela Rússia na fronteira com a Coreia do Norte, às margens do rio Tumen. O investimento previsto para a construção da infraestrutura é de cerca de US$ 40 milhões (cerca de R$ 220 milhões), conforme revelou um relatório do NK News.

De acordo com o anúncio do processo de licitação da Rosgranstroy, agência responsável pela gestão das fronteiras russas, o valor será dividido entre diversas estruturas, incluindo o edifício principal de controle migratório, prédios de serviço e operação, além de instalações para inspeção de cargas e um espaço para veículos da guarda de fronteira.

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O prédio principal de controle está orçado em US$ 17,1 milhões (cerca de R$ 94 milhões), enquanto os edifícios para serviços e inspeção de cargas receberão cerca de US$ 6 milhões (cerca de R$ 33 milhões). Outras despesas incluem a construção de um canil para cães policiais, áreas de inspeção de precisão para cargas, além de instalações sanitárias e espaços para descanso dos motoristas.

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O projeto da ponte que conecta os dois países sobre o rio Tumen, iniciado no final de abril, é orçado em US$ 115 milhões (cerca de R$ 633 milhões). A estrutura terá cerca de 4,7 quilômetros de extensão, incluindo acessos, e deve ser concluída até junho do próximo ano, com a Rússia e a Coreia do Norte responsáveis por diferentes trechos da obra.

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Entretanto, especialistas levantam dúvidas sobre os reais propósitos do investimento russo na região. Chris Monday, analista da Universidade Dongseo, sugere, em entrevista ao site sul-coreano News1, que os custos aparentemente inflacionados podem servir como fachada para operações militares, financiamento indireto à Coreia do Norte ou repasses a associados do ditador Kim Jong-un.

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Além disso, há especulações de que a Rosgranstroy possa atuar como uma empresa de construção de fachada, mascarando atividades de maior alcance e sigilo estratégico. O contexto político e militar na região reforça as preocupações quanto à transparência do projeto.

O governo russo prevê concluir a maior parte do complexo de controle migratório até o fim deste ano, enquanto áreas específicas, como o espaço para inspeção de bagagens e o estacionamento de veículos, devem ficar prontas até meados de 2026.

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