Rússia pede explicações a Bulgária por impedir trânsito de aviões à Síria
Internacional|Do R7
Moscou, 8 set (EFE).- A Rússia pediu nesta terça-feira explicações à Bulgária por ter fechado seu espaço aéreo aos aviões militares russos que viajavam para a Síria, em meio aos crescentes rumores ocidentais de que a ajuda militar russa ao regime de Bashar al Assad aumentou. "Se surge alguma dúvida, neste caso aos nossos parceiros gregos e búlgaros, então, certamente, devem explicar qual é o problema", disse Mikhail Bogdanov, vice-ministro de Relações Exteriores russo, à agência "Interfax". O diplomata ressaltou que "caso se trate de adotar medidas restritiva ou sancionadoras a pedido dos americanos, então temos dúvidas sobre seu direito soberano de decidir sobre a passagem através de seu espaço aéreo de aviões de outros países, incluída a Rússia". Bogdanov insistiu que nestes casos a Rússia sempre informa ao país afetado o destino do avião, o tipo de carga e o objetivo do voo. A Rússia "nunca tinha tido maiores problemas para receber permissão para seus voos pelo espaço aéreo de outros países, seja com carga humanitário ou de outra classe". A porta-voz do Ministerio de Relações Exteriores da Bulgária, Betina Joteva, disse à Agência Efe em Sófia que a medida foi tomada pelo temor de que os aviões russos transportassem armamento ou soldados. "Não permitimos o acesso no espaço aéreo búlgaro de aviões militares de transporte russos porque recebemos informação que nos despertaram dúvidas, fundamentadas, de que o conteúdo da carga não corresponde ao que foi declarado", disse. A Bulgária, que garante ter tomado essa decisão de maneira independente, fez este anúncio depois de saber que os Estados Unidos pediram à Grécia que também impedisse a passagem de aviões russos. A Rússia insistiu esta semana que a ajuda militar russa à Síria tem por objetivo combater o Estado Islâmico e outros grupos jihadistas. Segundo a imprensa americana, o secretário de Estado americano, John Kerry, informou há poucos dias seu colega russo, Sergei Lavrov, de sua preocupação sobre uma possível intervenção militar russa no país árabe. EFE io/cd












