Rússia pede na ONU que a Síria não seja acusada sem provas
Internacional|Do R7
Nações Unidas, 27 set (EFE).- A Rússia se posicionou nesta sexta-feira perante a ONU contra as tentativas de acusar a Síria sem provas pelo uso de armas químicas e ressaltou sua oposição ao uso internacional de força no Oriente Médio. "O uso de armas químicas é inadmissível. No entanto, isto não significa que ninguém possa usurpar o direito de acusar e emitir veredictos", advertiu o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, em seu discurso perante a Assembleia Geral das Nações Unidas. Lavrov, que centrou na Síria a maior parte de seu discurso, disse que o uso de armas químicas na guerra civil síria deve ser investigado "de forma profissional e neutra", e depois examinado pelo Conselho de Segurança da ONU "exclusivamente sobre os fatos, não em alegações". Além disso, Lavrov criticou o Ocidente pelas tentativas de determinar "quem é legítimo e quem não é" entre os regimes do Oriente Médio e do Magrebe, assim como por decidir que parte deve ser apoiada e "ditar do exterior receitas pré-fabricadas para a transformação democrática". "A experiência dessas intervenções pela força em anos recentes demonstrou que são ineficientes", afirmou. Trata-se, acrescentou, de "um caminho extremamente perigoso que conduz à erosão dos alicerces da ordem mundial atual". Lavrov destacou ainda a satisfação de seu país pelo acordo para seguir a via diplomática para o desmantelamento das armas químicas da Síria e pediu o lançamento de uma conferência para criar uma zona livre de armas de destruição em massa no Oriente Médio.O ministro russo advertiu também que as tentativas de simplificar os eventos recentes no mundo árabe como "a luta da democracia contra a tirania" ocultaram o auge do terrorismo e sua extensão por outras áreas, como demonstra o recente ataque contra um shopping no Quênia. Lavrov ressaltou também a importância de conseguir uma solução "à questão palestina" e confiou que os líderes israelenses e palestinos "assumirão sua responsabilidade" para aproveitar o momento crítico alcançado com o reatamento das conversas diretas de paz no último mês de julho. Também apostou na negociação para resolver as diferenças sobre o programa nuclear iraniano, e insistiu, em linhas gerais, que a opção do diálogo multilateral no marco das Nações Unidas é a melhor forma de substituir o antigo mundo bipolar da Guerra Fria. EFE rcf/rsd (vídeo) (foto)











