Rússia retoma busca por 13 desaparecidos em naufrágio de navio pesqueiro
Internacional|Do R7
Moscou, 3 abr (EFE).- Os serviços de resgate russos retomaram nesta sexta-feira os trabalhos de busca dos 13 desaparecidos do navio pesqueiro "Dalni Vostok", que naufragou ontem nas gélidas águas do mar de Okhotsk, no extremo oriente da Rússia, e causou a morte de pelo menos 56 de seus tripulantes. Uma total de 20 pesqueiros, um embarcação de resgate e um helicóptero participam dos trabalhos de busca, que por enquanto se limitam à superfície de água, informaram as autoridades russas. "Não se descarta que os desaparecidos possam estar dentro do navio afundado. Por enquanto se inspeciona a superfície, mas os mergulhadores estão preparados", afirmou à agência "Interfax" um porta-voz do Ministério de Situações de Emergências russo. No entanto, o presidente da associação de capitanias marítimas do Extremo Oriente, Piotr Osichanski, declarou que os mergulhadores não podem trabalhar na profundidade na qual afundou o navio, próxima dos 200 metros. "O navio só pode ser inspecionado de um aparelho submarino, que poderia somente localizar a embarcação, não as pessoas em seu interior", advertiu Osichanski. Por outro lado, a maioria dos 63 sobreviventes do pesqueiro e os corpos dos falecidos estão agora a bordo da embarcação "Andromeda", que deve partir hoje da área do naufrágio em direção à ilha de Sakhalin, aonde chegará no próximo dia 7 de abril. Entre os sobreviventes, 12 que estavam em estado mais grave foram transferidos entre ontem e hoje aos hospitais da península de Kamchatka, onde se recuperam da grave hipotermia que sofreram nas águas do mar de Okhotsk. O pesqueiro afundou na madrugada de ontem por causas ainda desconhecidas, embora as autoridades indiquem um erro humano como a causa mais provável da tragédia. O vice-presidente do governo regional de Sakhalin, Sergei Sheredekin, explicou que a embarcação levava pouco combustível, usado como lastro, e que navio perdeu o equilíbrio e começou a afundar depois que subiram a bordo uma rede com uma carga de oito toneladas. Na embarcação trabalhavam 78 russos e 54 estrangeiros, de países como Mianmar, Ucrânia, Vanuatu e Letônia. EFE aep/rsd













