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Samaras acredita em vitória, e Tsipras diz "sim à UE" e não à austeridade

Internacional|Do R7

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Luis Alonso. Atenas, 23 jan (EFE).- A campanha eleitoral na Grécia terminou nesta sexta-feira com o partido governante Nova Democracia confiante na vitória e a coalizão opositora Syriza fazendo um alerta contra a austeridade, "que não faz parte dos tratados". O primeiro-ministro grego e líder do Nova Democracia (ND), Antonis Samaras, realizou o comício de fim de campanha em um ginásio nos arredores de Atenas, onde foi recebido por cerca de 5.000 correligionários. Segundo ele, o governo terminará até fevereiro as negociações com a 'troika' de credores e, uma vez concluída a avaliação do programa de resgate, a Grécia receberá o crédito reforçado estipulado com os parceiros e se beneficiará da compra de bônus anunciada ontem pelo Banco Central Europeu (BCE). Samaras criticou o líder da Syriza, Alexis Tsipras, a quem acusou de "não querer sair do resgate", nem querer o dinheiro e os investimentos. "Syriza diz não ao dinheiro, não aos investimentos e não aos sonhos destes jovens que esperam um trabalho graças aos investimentos", disse. Em sua opinião, se a Syriza vencer, a "Grécia quebrará" e se transformará em uma segunda Venezuela ou Coreia do Norte, sem fronteiras seguras e abrindo as portas para a imigração irregular. Pouco antes, o líder da Syriza garantiu em entrevista coletiva para todas as emissoras gregas que, caso ganhasse, seu governo assumirá as metas fiscais fixadas pelos tratados europeus, mas não as medidas previstas nos acordos assinados pelo governo anterior com a 'troika' (BCE, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional). "Assumimos nossas obrigações em relação às instituições europeias e aos tratados europeus. Estes tratados preveem metas fiscais que devem ser respeitadas, mas não as medidas para conseguí-las", disse Tsipras. A coalizão Syriza lidera as pesquisas de intenção de voto nas eleições gregas, que serão realizadas no domingo. Tsipras disse que a "troika" não é uma instituição europeia e afirmou que seu governo não respeitará o que o governo anterior assinou com ela. A necessidade de conseguir um governo forte foi repetida várias vezes por Tsipras durante a entrevista, para ter uma postura forte em relação aos credores, mas reconheceu indiretamente que, se as pesquisas de intenção de voto estiverem certas, terá que se unir a alguma outra legenda. "O plano B da 'troika' é que Syriza não consiga a maioria absoluta para que seja obrigada a governar com os propagandistas que defendem suas posturas", disse. A dois dias das eleições gerais na Grécia, a Syriza conseguiu ampliar a vantagem sobre a Nova Democracia e dispõe de vantagem de entre 5% e 10%. Os últimos levantamentos, realizados pelos institutos Marc, GPO, Palmos Analysis e Public Issue, indicam que o partido liderado por Tsipras lidera as intenções de voto com porcentagens que variam entre 30% e 35%. A pesquisa da Public Issue coloca os esquerdistas com 35% das intenções de voto, a uma distância de cinco pontos percentuais sobre o Nova Democracia, com 30%. A elaborada pelo instituto Palmos Analysis dá à Syriza uma vantagem de dez pontos. Enquanto os dois grandes partidos medem as últimas forças eleitorais, os outros continuam tentando conseguir o número de votos necessário para entrar no parlamento (3%). Evangelos Venizelos, líder socialista do Pasok, afirmou em um comício na cidade de Drama (norte da Grécia, perto da fronteira com a Bulgária) que o voto em seu partido é "muito útil e necessário para a pátria". "Imagine as consequências se o terceiro partido mais votado para a formação do governo for o Amanhecer Dourado (ultradireita)". Venizelos acusou o centrista To Potami ("O Rio", em português) de não "ser um partido, mas uma união com ideias completamente diferentes e sem denominador comum". Segundo as pesquisas, o terceiro lugar no pleito será disputado por To Potami, com porcentagens de 5,1% a 7% dos votos, e o partido neonazista Amanhecer Dourado, que aparece com índices entre 5% e 6,8%. Stavros Theoddorakis, do To Potami, declarou em entrevista ao jornal austríaco "Standard" que seu partido político colocará em ordem tudo o que não é certo na Grécia "sem destroçar o país". EFE lab/vnm/id (foto) (vídeo)

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