Sanogo, líder do golpe militar no Mali, será apresentado perante a justiça
Internacional|Do R7
Bamaco, 27 nov (EFE).- O general Amado Haya Sanogo, líder do golpe militar de março de 2012 no Mali, foi conduzido nesta quarta-feira ao quartel-general da gendarmaria antes de ser apresentado perante a justiça, informou à Agência Efe uma fonte de segurança. Um grupo de gendarmes apoiados por militares se encarregaram de transferir Sanogo, que não se apresentou em 19 de novembro à convocação do juiz Yaya Karambé para tomar declarações sobre o desaparecimento de pelo menos 20 soldados. Segundo a fonte, os gendarmes se deslocaram até a casa de Sanogo, em Bamaco, desde onde o conduziram às dependências da gendarmaria, dependente do Ministério da Defesa. O juiz Karambé investiga o fracassado contragolpe de Estado de 30 de abril de 2012 protagonizado pelo corpo de paraquedistas ou "boinas vermelhas" fiéis a Amadu Tumani Touré, o presidente derrubado por Sanogo. Também são investigados os enfrentamentos posteriores entre os "boinas vermelhas" e os "boinas verdes", fiéis a Sanogo. Após o fracassado levante, foram denunciadas desaparições e torturas pelos familiares das vítimas. Junto a Sanogo, outros 16 militares foram convocados pela justiça e três foram detidos. Imediatamente depois do golpe de estado de março e 2012, a comunidade internacional e especialmente a Comunidade Econômica de Estados de África Ocidental (Cedeao) reagiram energicamente contra os golpistas e impuseram sanções econômicas, diplomáticas e financeiras. Esta pressão, unida à mediação liderada por Burkina Fasso, também membro da Cedeao, empurrou os militares a aceitar em 6 de abril de 2012 um acordo para favorecer o retorno da ordem constitucional em troca de uma anistia que foi aprovada pouco depois pelo Parlamento transitório. Após o começo da transição política, que terminou em agosto com a eleição de um novo presidente, Ibrahim Boubacar Keita, Sanogo foi designado à cabeça de um comitê para a reforma das Forças Armadas, posto do que, no entanto, seria cassado no final de agosto. EFE ide-sk-jfu/ff













