Scioli ressalta vantagem sobre Macri e defende "cultura do encontro"
Internacional|Do R7
Buenos Aires, 10 ago (EFE).- O candidato presidencial ao governo da Argentina, Daniel Scioli, ressaltou nesta segunda-feira a vantagem que teve sobre o conservador Mauricio Macri nas eleições primárias de ontem e argumentou a favor de uma "cultura do encontro" em que coincidam com as linhas de fundo de seu projeto, visando as eleições gerais de outubro. Scioli concedeu entrevista coletiva para falar sobre os resultados das eleições de domingo. Com 97,84% dos votos apurados, ele tinha 38,41% do total, contra 30,07% obtidos pela coalizão opositora Cambiemos (Mudemos), que englobava a candidatura de Macri e de outros dois postulantes. "Se existe um espaço que interpreta as necessidades das pessoas e que procura dar a elas as respostas, este é o local. Depois, certamente isso terá adesão e apoio. Primeiro, nossa gente. Primeiro, a Argentina. Primeiro busquemos, como diz o papa Francisco, 'os maiores pontos da cultura do encontro", afirmou Scioli, perguntado sobre se abrirá diálogo com outras forças para tentar ampliar sua vantagem nas eleições gerais de outubro. "Confio nas pessoas e no que estamos fazendo. O povo argentino não quer ficar para trás, não quer recomeçar, não quer o ajuste (fiscal), não quer o endividamento, não quer os cortes. O melhor está por vir. Tenham fé e confiança. Aos poucos, o país ficará cada vez melhor. Já conseguimos transmitir isso ao povo, aos humildes, aos trabalhadores e à classe média, que é cada vez mais exigente com seu voto e que também conseguiu avançar nestes anos", declarou. Questionado se estava mais ao centro do que Cristina Kirchner e se, caso se torne chefe de Estado, desvincularia sua linha de governo do kirchnerismo, Scioli disse que a principal característica do espaço político é a diversidade. "Nos complementamos, mas concordamos nas questões de fundo", respondeu. Após a espécie de "termômetro político" que as primárias representam, em 25 de outubro será a vez das eleições gerais. Para conseguir vencer a disputa já no primeiro turno, é necessário obter 45% dos votos ou mais de 40% com uma diferença de dez pontos sobre o rival imediato. "Aqui está a realidade", ressaltou Scioli, em referência aos dados que ratificam sua vitória sobre o líder conservador. Dos 15 pré-candidatos à presidência que participaram destas primárias, só seis disputarão o pleito de 25 de outubro, seja porque perderam as internas ou porque não conseguiram obter pelo menos 1,5% dos votos. EFE ngp/cdr/id (foto) (vídeo)












