Secretário de Estado dos EUA defende ação militar limitada na Síria
Internacional|Do R7
WASHINGTON, 30 Ago (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, defendeu nesta sexta-feira uma ação militar limitada dos EUA contra a Síria pelo suposto uso de armas químicas, afirmando que o regime do presidente Bashar al-Assad não pode ficar impune por um "crime contra a humanidade".
Kerry também ressaltou que qualquer coisa que os Estados Unidos possam fazer seria cuidadosamente preparada e não iria, de forma alguma, se assemelhar às invasões norte-americanas no Afeganistão e no Iraque, nem à intervenção para ajudar a derrubar o ex-ditador líbio Muammar Gaddafi.
"Isso não envolverá quaisquer botas (tropas) no terreno. Não será ilimitado. E não vamos assumir a responsabilidade por uma guerra civil que já está encaminhada", disse Kerry sobre qualquer ação que o presidente dos EUA, Barack Obama, possa realizar.
"Qualquer ação que ele possa decidir vai ser (uma) resposta limitada e sob medida para garantir que o uso brutal e flagrante de armas químicas por um déspota seja responsabilizado", acrescentou Kerry, em um discurso contundente televisionado feito no Departamento de Estado dos EUA.
O secretário disse ainda que outros países que possam usar armas de destruição em massa estão observando para ver se a Síria escapará impune.
Kerry afirmou que é essencial não deixar a Síria sem uma punição pelo ataque, em parte, como um sinal para aqueles que podem considerar o uso de armas químicas no futuro, e afirmou que os EUA estão acompanhados por aliados, incluindo a França, "o nosso mais antigo aliado", em sua determinação de agir.
(Reportagem de Arshad Mohammed)












