Segurança nos canais de Veneza entra em debate após morte de turista alemão
Internacional|Do R7
Roma, 25 ago (EFE).- Enquanto Veneza não se recupera da comoção causada pela morte de um turista alemão que percorria o Grande Canal de gôndola com sua família no dia 17 de agosto, aumenta o debate sobre a necessidade de novas normas de circulação e de exames toxicológicos para controlar o consumo de álcool e drogas dos gondoleiros. Há uma semana, um "vaporetto" - embarcação de transporte público em Veneza - que passava sob a ponte de Rialto fez uma manobra para evitar o choque com outro barco e acabou colidindo com a pequena gôndola na qual viajava a família de Joachim Reinhard Vogel, um criminologista de 50 anos que, na tentativa de proteger a filha de três anos no acidente, foi esmagado e morreu devido aos ferimentos. Apesar de, em um primeiro momento, o debate ter ficado restrito aos problemas de viabilidade do Grande Canal, que registra a passagem de até 1,2 mil embarcações diárias, a informação divulgada recentemente, de que o exame toxicológico do gondoleiro apontou que ele havia usado drogas, colocou este assunto em primeiro plano. Em julho, os "pope", como são conhecidos os gondoleiros, já estiveram em evidência devido à proposta de obrigatoriedade de exames toxicológicos em função de "comportamentos inadequados" por parte de alguns deles que foram divulgados pela internet. O presidente da Instituição para a Conservação da Gôndola e a Tutela dos Gondoleiros, Nicola Falconi, explicou à Agência Efe que estão esperando a decisão da advocacia cívica, prevista para setembro, que dirá se os gondoleiros, trabalhadores privados, podem ser obrigados a submeter-se às análises previstas para os funcionários do transporte público. Embora as primeiras reconstruções dos fatos indiquem que o acidente que causou a morte de Reinhard não foi culpa do gondoleiro, os investigadores querem saber se o consumo de entorpecentes, no seu caso, cocaína e haxixe, pode ter afetado sua capacidade de reação. O prefeito de Veneza, Giorgio Orsoni, reconhece que o tráfego aumentou de forma significativa nos últimos anos e o problema da congestão é "real", já que a passagem de embarcações é constante. Limitar o tráfego em áreas específicas ou fixar horários para o uso de distintas embarcações são algumas das propostas colocadas pelo Ente Gondola, instituição presidida por Falconi, para dar resposta a este problema. Entre as medidas propostas, está a instalação de hélices transversais de proa nos vaporettos, para que eles tenham maior mobilidade lateral, e de câmeras que possibilitem mais visibilidade traseira ao motorista. EFE ebp/ld/rsd













