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Senado confirma Chuck Hagel como novo secretário de Defesa dos EUA

Internacional|Do R7

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Washington, 26 fev (EFE).- O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira a nomeação do ex-senador republicano Chuck Hagel como novo secretário de Defesa. Hagel, nomeado pelo presidente Barack Obama para o posto no início de janeiro, foi respaldado com 58 votos a favor e 41 contra, após um difícil processo de confirmação. O ex-senador por Nebraska encontrou durante o processo a oposição de seus antigos companheiros de partido que no último dia 14 de fevereiro impediram que a nomeação fosse submetida à votação final como medida de pressão ao Governo de Obama. Os republicanos aproveitaram o processo para pedir mais informação à Casa Branca sobre o ataque sofrido no consulado dos EUA em Benghazi (Líbia), no qual morreram quatro americanos, entre eles o embaixador Chris Stevens. Alguns como o veterano senador pelo Arizona John McCain - candidato à presidência pelo partido republicano em 2008 - vinculou seu voto para continuar com o processo de nomeação à entrega de mais informação. Os críticos consideraram que Hagel não está preparado para dirigir o Pentágono e criticaram que em 2007 se opusesse ao aumento de tropas no Iraque, após ter votado a favor da intervenção em 2003. O republicano de maior categoria no comitê das Forças Armadas do Senado, o senador de Oklahoma James Inhofe, se opôs à nomeação ao pôr em dúvida a dureza das posições políticas de Hagel contra o programa nuclear iraniano. Hagel votou no passado contra aumentar as sanções contra o Irã, apesar de durante sua audiência de confirmação no final de janeiro ter afirmado que se tratava de outras circunstâncias, e assegurou que, se fosse confirmado, "todas as opções estariam sobre a mesa" para evitar que Teerã obtenha uma arma nuclear. O senador Ted Cruz, por sua parte, pediu mais informação sobre as receitas e as propriedades de Hagel, a quem acusou de ter dado discursos a "organizações extremistas" e sugeriu, sem apresentar provas, que o candidato poderia ter recebido fundos de países como a Coreia do Norte. Durante todo o processo, a Casa Branca reiterou o apoio ao candidato, que foi assessor de Obama em assuntos de inteligência. Por sua vez, os senadores democratas destacaram seu serviço ao país como veterano da Guerra do Vietnã onde serviu junto com seu irmão. EFE elv/rsd

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