Sensores baratos se tornam essenciais para espaço aéreo nas guerras do futuro; entenda
Avanço dos drones no campo de batalha expôs novas necessidades durante os conflitos
Internacional|Do R7
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A guerra na Ucrânia revelou uma nova realidade dos conflitos modernos: sistemas simples e de baixo custo podem ter um papel decisivo na defesa contra ataques aéreos. Enquanto o Ocidente investiu por décadas em radares sofisticados para detectar aviões e mísseis, o avanço dos drones no campo de batalha expôs uma necessidade diferente — encontrar ameaças pequenas, lentas e voando em baixa altitude.
Segundo o Business Insider, autoridades de defesa da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) avaliam que a experiência ucraniana pode servir de modelo para o desenvolvimento de novas redes de proteção aérea. Uma das soluções estudadas são sensores acústicos baratos, equipamentos com microfones capazes de identificar o som de drones se aproximando.
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“Precisamos voltar a investir na variedade de sensores necessários para a defesa aérea”, afirmou Sir John Stringer, vice-comandante aliado da Otan na Europa, ao site. Segundo ele, sistemas mais simples, como sensores acústicos, podem complementar equipamentos militares avançados.
A mudança ocorre porque os drones apresentam características diferentes de aviões de combate e mísseis tradicionais. Eles costumam voar mais baixo, são menores e podem ser mais difíceis de detectar por sistemas criados para ameaças maiores e mais rápidas.
Para Modris Kairišs, responsável pelo Centro de Competência em Sistemas Autônomos da Letônia, o Ocidente precisa ampliar suas redes de monitoramento. Em entrevista ao Business Insider, ele afirmou que seria necessário adicionar mais sensores capazes de identificar objetos em baixa altitude, área em que os drones representam uma grande dificuldade.
A Ucrânia já utiliza uma combinação de sensores simples e sistemas avançados para acompanhar ataques com drones. Os equipamentos acústicos, que têm custo muito inferior ao de radares militares tradicionais, ajudam a detectar a aproximação dos aparelhos e dão mais tempo para que as defesas reajam.
O modelo chamou atenção de países da Otan. Segundo autoridades citadas pelo Business Insider, a experiência ucraniana mostra que uma defesa aérea eficiente precisa combinar diferentes camadas: desde sensores baratos para localizar ameaças até sistemas sofisticados capazes de interceptá-las.
O fator custo também se tornou central. Durante uma guerra prolongada, usar mísseis de milhões de dólares para derrubar drones muito mais baratos pode se tornar inviável. Um exemplo citado por especialistas é o contraste entre drones de ataque como os Shahed, usados pela Rússia e avaliados em dezenas de milhares de dólares, e interceptadores avançados que podem custar milhões.
A lição deixada pelo conflito na Ucrânia é que as futuras guerras devem exigir não apenas tecnologia de ponta, mas também grandes quantidades de equipamentos simples e acessíveis. Para especialistas, a combinação entre sensores baratos e sistemas avançados pode ser um dos caminhos para enfrentar uma era em que drones passaram a dominar parte do campo de batalha.
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