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Ucrânia instala armas em robôs e cria ‘pequenos tanques’ para caçar russos

Soldados do país têm buscado formas de atacar posições inimigas sem se expor diretamente ao front

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Ucrânia está utilizando robôs terrestres armados para enfrentar grupos de infiltração russos, transformando-os em "pequenos tanques" controlados remotamente.
  • A Frontline Robotics desenvolveu a estação de armas "Buria", que pode ser integrada a veículos não tripulados, permitindo ataques sem exposição direta ao front.
  • Os robôs terrestres têm papel estratégico na evacuação de feridos, transporte de suprimentos e remoção de minas, com mais de 50 mil operações logísticas realizadas desde o início do ano.
  • A rápida adaptação ao cenário de guerra permite atualizações frequentes nos sistemas, com até 20 modificações mensais, em resposta às necessidades do campo de batalha.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ucrânia vem apostando em sistemas não tripulados para reduzir riscos humanos Reprodução/Frontline Robotics

Um fabricante de armamentos da Ucrânia afirmou ao site Business Insider que o país vem ampliando o uso de robôs terrestres equipados com armamentos para combater grupos de infiltração russos, transformando essas máquinas em uma espécie de “tanques pequenos” controlados à distância.

Segundo a Frontline Robotics, soldados ucranianos têm buscado formas de atacar posições inimigas sem se expor diretamente ao front, o que inclui instalar estações de armas em robôs terrestres capazes de avançar em direção às linhas russas e abrir fogo. A empresa desenvolve a torre “Buria”, uma estação de armas remota que pode ser fixada em um tripé ou adaptada a diferentes plataformas, operando com lançadores de granadas ou metralhadoras.


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De acordo com Mykyta Rozhkov, chefe de desenvolvimento de negócios da Frontline Robotics, o sistema funciona como um “braço robótico de metal” capaz de operar diferentes tipos de armamentos. Inicialmente, o equipamento era usado em posições fixas e ocultas para conter ataques inimigos, mas passou a ser integrado a veículos terrestres não tripulados, ganhando mobilidade no campo de batalha.

“Agora colocamos nosso braço robótico em um veículo robótico e dois operadores, a 20, 40 ou 50 quilômetros da zona de combate, conduzem o equipamento por áreas de floresta para tentar impedir a infiltração desses pequenos grupos”, afirmou Rozhkov à Business Insider.


A rápida adaptação ao cenário de guerra levou a empresa a modificar seus sistemas com frequência. Segundo a Frontline Robotics, os equipamentos passam por ajustes constantes com base no retorno direto dos militares, podendo receber até 20 atualizações por mês e mudanças mais estruturais a cada seis meses.

Outras empresas ucranianas relatam dinâmica semelhante, impulsionada pela proximidade do front. Rozhkov afirmou que os fabricantes do país acabam tendo uma “vantagem injusta” por estarem em contato direto com as necessidades reais do campo de batalha.


Os grupos de infiltração russos, segundo a reportagem, têm sido uma estratégia importante de avanço na guerra, com pequenas unidades tentando atravessar linhas de defesa e evitar a detecção por drones. Esse cenário contribuiu para a criação de zonas altamente vigiadas e perigosas ao longo da linha de frente, dificultando grandes movimentações de tropas.

Nesse contexto, a Ucrânia tem apostado em sistemas não tripulados para reduzir riscos humanos. Além de ataques, robôs terrestres já são utilizados para evacuação de feridos, transporte de suprimentos e remoção de minas. Por serem mais baratos e substituíveis do que veículos blindados, também se tornaram uma alternativa estratégica em meio ao desgaste do conflito.


Especialistas citados pela Business Insider afirmam que sistemas armados móveis podem operar em condições em que até mesmo a infantaria enfrenta limitações extremas, inclusive avançando em trincheiras e mantendo operações sob fogo constante.

Segundo autoridades ucranianas, o uso de robôs terrestres em missões logísticas e de evacuação já ultrapassa 50 mil operações desde o início do ano, refletindo a rápida expansão dessa tecnologia no campo de batalha.

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