Sequestradores libertam 80 reféns de hotel de luxo em Mali; pelo menos 3 pessoas foram mortas
De acordo com agências internacionais, 170 pessoas foram feitas reféns por homens armados
Internacional|Do R7

Oitenta dos 170 reféns foram libertados pelos homens armados que invadiram o hotel Radisson Blu Hotel, em Bamaco, em Mali, na África, nesta sexta-feira (20), segundo informações da rede de televisão CNN. Pelo menos três pessoas morreram.
O portal Bloomberg relatou que tropas francesas e norte-americanas entraram no hotel, ao lado das forças do Exército malinês.
De acordo com porta-voz do hotel Carlson Rezidon, entre os reféns, há clientes e também funcionários. O Radisson Blu, que fica a oeste do centro da cidade, está perto de ministérios e escritórios diplomáticos. Soldados do Mali e tropas da ONU (Organização das Nações Unidas) cercaram o hotel.
Segundo uma testemunha, os suspeitos teriam chegado ao local em um veículo diplomático e começaram a atirar ao entrarem.
Veja fotos dos arredores do hotel cercado por soldados
Os sequestradores teriam libertado alguns reféns que provaram poder citar trechos do Alcorão, o livro sagrado do Islã.
Até o momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo sequestro. Segundo informações da CNN, a situação é preocupante porque acontece apenas um dia depois de o presidente francês, François Hollande, ter elogiado as ações de suas tropas na África.
— A França está liderando esta guerra com os seus soldados de coragem. Realizamos a guerra ao lado dos aliados. Nossos parceiros estão nos dando todos os meios disponíveis para isso. Como fizemos no Mali, vamos continuar a fazer no Iraque e na Síria.
Há oito meses, atentado terrorista em Mali deixou 5 mortos e 8 feridos
Outros atentados
No dia 7 de março deste ano, um atentado contra um bar-restaurante em Bamaco fez cinco mortos, entre eles, um cidadão belga e um francês. Foi o primeiro ataque desse tipo registrado na capital do Mali.
Em agosto passado, ocorreu outra tomada de reféns, de mais de 24 horas, em um hotel da cidade, que provocou a morte de quatro soldados e cinco funcionários da Organização das Nações Unidas, bem como de quatro assaltantes.
Os grupos islâmicos têm feito ataques no Mali desde junho, apesar de um acordo de paz entre os rebeldes tuaregues, no norte do país, e grupos armados rivais pró-governo.














