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Serviços de segurança britânicos conheciam agressores de Londres, diz fonte

Internacional|Do R7

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Por Guy Faulconbridge e Michael Holden

LONDRES, 23 Mai (Reuters) - Os dois homens britânicos com ascendência nigeriana acusados ​​de matar um soldado em uma rua de Londres para vingar guerras em países muçulmanos eram conhecidos dos serviços de segurança, disse na quinta-feira uma fonte próxima à investigação.

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Um homem, filmado justificando o assassinato junto ao corpo e segurando uma faca e um cutelo com as mãos ensanguentadas, foi identificado por conhecidos como o londrino Michael Adebolajo, de 28 anos, nascido na Grã-Bretanha e convertido ao islamismo radical.

O ataque desvairado levou algumas testemunhas a pensarem que eles estavam tentando degolar e estripar a vítima. Os dois suspeitos do ataque, realizado sob plena luz do dia na tarde de quarta-feira, estão sob custódia depois de serem baleados pela polícia.

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O filme impressionante mostra os momentos seguintes à morte do soldado, na tarde de quarta, no bairro londrino de Woolwich, um incidente que o governo está tratando como atentado terrorista.

O vídeo foi gravado por um transeunte e obtido minutos depois pelo canal britânico ITV. Depois ficou amplamente disponível na Internet.

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O ataque parece se encaixar no perfil do "lobo solitário", levado a cabo por militantes que agem por conta própria, sem terem necessariamente ligação com grupos como a Al Qaeda.

A imprensa britânica disse que a polícia invadiu casas de parentes na cidade e perto da cidade de Lincoln.

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Adebolajo, que agiu com outro homem, era conhecido das autoridades por distribuir panfletos radicais islâmicos em Woolwich. Contudo, os dois homens não eram considerados um sério perigo para o público até o ataque, de acordo com uma fonte do governo.

Outra fonte próxima à investigação disse que o histórico dos suspeitos em uma metrópole multicultural --quase 40 por cento dos londrinos nasceram no estrangeiro-- e a simplicidade do ataque fizeram com que fosse difícil prevenir o incidente.

"Além de ser terrivelmente bárbaro, foi relativamente simples de levar a cabo", disse a fonte. Segundo a fonte, foi muito rudimentar e, por isso, "bastante desafiador".

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse a jornalistas nesta quinta que "esse não foi só um ataque contra a Grã-Bretanha e o estilo de vida britânico, foi também uma traição ao islamismo e às comunidades muçulmanas que dão tanto ao nosso país".

"Não há nada no islamismo que justifique esse ato verdadeiramente pavoroso", acrescentou.

Os dois homens usaram um carro para atropelar o soldado nos arredores de um quartel em Woolwich, na zona sudeste de Londres. Depois, tentaram decapitá-lo com facas e com um cutelo de açougue, segundo testemunhas, antes de declararem a transeuntes que estavam agindo para se vingar das guerras britânicas em países muçulmanos.

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